07 maio 2007

Fim de semana no parque...



Mais um post de breves. Tá corrida essa semana e muitas idéias fluindo...

- Na parte cultural, dois grandes eventos. Informações prévias dão conta de um Skol Beats micado. Em parte pelo preço absurdo. Mas muito pela falta de artistas mais consagrados e/ou relevantes no line-up. Já a Virada Cultural chegou a sua terceira edição e foi marcada pelo despreparo da PM. Show dos Racionais, vida loka no centrão e a PM sedenta por briga. Uma garrafa voa na direção dos coxinhas e vira desculpa para tiros com bala de borracha, bombas de gás e muita correria. Sem motivos, assim como aconteceu nas manifestações do Dia da Mulher. É a nossa puliça limpando o centro de SP, mostrando pra periferia que ela tem que ficar mesmo é na periferia. Como diz o Brown, "não confio na polícia, raça do caralho".

- Sinto um misto de susto e admiração com algumas pessoas. Elas casam e têm filhos. É preciso muita coragem para isso. Em alguns casos. E em outro casos, é preciso muita abnegação. De minha parte, reforço os votos de sorte a todos que mergulham na empreitada. (Em tempo, perdão Corinthiano e Teresa pela ausência na festança! Vida de proletariado é complicado...)

- Outras sensações novas. Tô planejando férias, já que farei um ano de "firma". Coisa inédita. Tive reconhecimento, mais moral que financeiro. Estaria eu virando gente?

- No Corinthians, sai o chinelinho e alguns dos pernas-de-pau. Chegam uns "nota 6" pra compor. O técnico (que é gênio, substitui 3 laterais direitos num mesmo jogo) diz uma coisa e se desmente logo em seguida, mostrando uma semelhança incrível com seu antecessor. A Fiel parece dormir. E o velho gagá e sua netinha ainda deitam e rolam nas salas ar-condicionadas do Parque São Jorge. Dia 13 começa o Brasileirão e a certeza é uma só: tempos sombrios podem se anunciar, mais sombrios que os deste começo de 2007. Revolução já!

- Disseram que teve final hoje em SP. Não ouvi nada. Só tenho o recado de uma pessoa no celular (que eu fiz questão de não escutar). Essa pessoa torce para um time do interior que tenta subir a serra de qualquer jeito. Nem na hora de comemorar nego esquece da gente... Final eu vi no Rio, MG, RS e PA. Deve ser porque tinha time grande envolvido.

- A volta ao começo de uma jornada. Clark's. 2 anos. Centi Anni!

- Adianto aqui o tema de uma das próximas postagens, que também remete ao primeiro tópico deste post. Falando em cultura, outro dia me vi procurando qual a faceta de identificação de São Paulo. Ainda não encontrei e acho que vou decretar: não temos! O Rio tem o samba. Salvador seus ritos remanescentes da África. O sul (entenda-se Rio Grande do Sul) tem o churrasco, o galdério e seu separatismo. Cada capital nordestina possui musicalidade própria, além de fortes manifestações populares em torno de um santo ou religião. Até o centro-oeste tem o sertanejo pantaneiro. Minas é a terra do queijo, da cachaça, do bom papo e do comedor das beiras. E a gente, paulistada???

Fui, adeus!


01 maio 2007

Que Fria



Neste primeiro de maio, escrevo me remetendo à morte de uma figura importante do jornalismo brasileiro. Importante no quesito empresarial, lógico. Dono do maior jornal do país - de novo, outro relativismo: maior no quesito circulação -, Octávio Frias faleceu na última semana. Morreu muito tarde. Conseguiu deixar seu legado entreguista e liberalista, personificado na figura do filho, Octavinho.

Comprado a preço de banana, o periódico dirigido pela família Frias cresceu na década de 80. Sagaz, o publisher se aproveitou da onda das diretas já e se vendeu como o "porta-voz da redemocratização do país". Só que esqueceu de apagar as páginas manchadas das décadas anteriores.

Como explicar, por exemplo, a postura extremamente complacente ao regime militar? Até o Estadão, diário da oligárquica e fascista família Mesquita, foi mais combatente (por motivos pessoais, claro) que a Folha. Citemos, como exemplo, a demissão sumária do então diretor de redação, Cláudio Abramo, substituído por Boris Casoy para calar uma equipe recheada de esquerdistas e progressistas.

Aí a gente vê gente como Mauro Beting - para mim, um dos poucos jornalistas esportivos que merecem ser escutados - exaltando a figura do "seo Frias". Francamente. Depois de Roberto Marinho, o Frias pai era uma das figuras mais nefastas da mídia brasileira. Talvez por tentar, a todo custo, ter o mesmo poder de influência de Carlos Lacerda.

Calou investigações. Silenciou em benefício de sua empresa. Defendeu forças conservadoras paulistas. E na última corrida presidencial, polarizou sul e norte brasileiros, num autêntico separatismo preconceituso. Camuflou
como colunistas os porta-vozes de seu partido, o PSDB, e os forjou "jornalistas respeitados". Era, enfim, um empresário, e trabalhou a favor de seu planozinho pessoal de grande empreendedor.

Do baixo do túmulo, Frias deve estar fechando sua derradeira primeira página para este dia do Trabalhador. Pegará as manifestações e chamará de baderna. Dirá invasão às ocupações dos movimentos sociais Sem-Terra e Sem-Teto. E, no ano que vem, provavelmente teremos uma festa (10 para 1 que será da Força Sindical) na "Avenida Octávio Frias". Cúmulo.


27 abril 2007

Cadê o Corinthianismo?



Mais uma derrota vexatória. Mais um dia de vergonha para a Fiel Torcida. E, mais uma vez, perdemos a chance de ganhar um campeonato que tinha tudo para ser fácil. Mas não dá nem para colocar a culpa neste ou naquele jogador. A culpa é na essência. Falta Corinthianismo. Falta jogar pela camisa alvinegra. E essa ausência de amor ao Corinthians começa lá no topo, com o senhor que atende pelo nome de Alberto Dualib.

Ladrão de marca maior, ele vem usurpando o patrimônio histórico do Timão há duas décadas. Diz que foi o maior vencedor na história do clube, mas é também o maior perdedor. E a única solução para que essas vergonhas parem de acontecer é a saída desse velho gagá da presidência.

A questão é: ele só sai se for tirado à força. O Conselho, nomeado em sua maioria por ele, tira ele e coloca um pior. Então, a Fiel tem sua chance histórica de mostrar sua força e é a grande responsável por trazer o Corinthianismo de volta.

A continuar nesse ritmo, daqui alguns anos poderemos chegar num destino tenebroso. O que era grande, pode sumir. É chegada a hora da Torcida se unir e fazer valer aquela máxima: "No Corinthians, a torcida é que tem um time".

Fora Dualib ladrão! Fora Conselho vendido! Fora não-Corinthianos do Pq. São Jorge!

Breves da partida:

- Uma coisa que me incomoda há algum tempo é essa postura morna da família Gaviões. Ontem, acabou o jogo e nada. As lideranças têm que se mostrar como tal e convocar, ali mesmo na arquibancada, uma reunião para decidir a tomada de postura. Adianta ir uns poucos no vestiário, sendo que a massa já estava dispersa? Sei não.

- Na saída do jogo, surgiu uma bela idéia: pegar todas as taças no Pq. São Jorge e levar para a quadra. E só devolver quando dissolverem toda a diretoria e convocarem eleições diretas para presidente e conselho.

- Acabo de saber que a repórter Marilia Ruiz, que se diz Corinthiana, apanhou ontem no Pacaembu. Bem-feito. Jornalistinha que paga de fiscalizadora e tem "contatos" com a diretoria vendida não merece respeito.

- O bonde Rebouças-Fco. Morato aumenta!

24 abril 2007

1 ano!



Há exatamente um ano, me desprendia das garras do Blig e migrava para este blogspot.com. Outras histórias, outros tempos, outras memórias... E tempos melhores, com certeza.

-------------------------------

Morreu Boris Yeltsin. Um dos nossos! Bebia em quantidades exponenciais...

-------------------------------

Conhece a origem do zorro? Não? Então veja aqui.

-------------------------------

Ganhei um primo novo: Mathias Minoru Kenji Morel de Oliveira. O coitado do moleque vai demorar muito mais tempo pra aprender o próprio nome que os colegas. Foto do pirralho em breve no /saizica.

-------------------------------

Tá bom né? Já deu...

20 abril 2007

Mácula na Heitor



Alarmado e pesaroso. Assim estou ao receber a notícia da minha irmã. A Sabesp, sem o menor constragimento, abriu um buraco na Heitor. Sob o pretexto de consertar o esgoto do vizinho, eles fizeram um rasgo bem ali, na frente de casa. Sem me perguntar se podiam.

Moro nessa rua desde sempre. Ela fica ali no Jardim Bonfiglioli, Zona Oeste de São Paulo. Até meus 3 anos, ela ainda era de terra. Quando chovia, a molecada saía em carreira para brincar nas corredeiras cheias de lama.

Aí veio o progresso. Asfalto cobriu nosso chão. Minha mãe gostou porque não iria mais quebrar seus saltos de sapato. Meu pai gostou porque o carro - branco - não iria ficar mais tão sujo. E eu gostei porque brincaria com os tratores e caminhões e promoveria corridas de carrinhos de rolimã naquela ladeirona.

Depois de pavimentada, ficou realmente muito bom. Além das corridas, virou arena para vários eventos desportivos. O pessoal da favela da esquina se juntava aos domingos e fazia campeonatos de vôlei. A gente entortava os portões dos vizinhos jogando bola das 14h às 22h. Todo dia. Deixei grande parte do meu joelho ali naquele asfalto.

Assim como meu joelho, hoje ela foi maculada. Ao contrário de 99% das ruas de São Paulo, a Heitor não tinha um buraquinho. Nada. Aqueles remendos mal-feitos? Esquece. Asfalto lisinho, plano, perfeito. Até hoje. Vai ficar lá agora, na frente da minha casa, a cicatriz. Muito mais significativa e dolorosa que a do meu joelho.

15 abril 2007

Aerosmith: coerência sonora



Muito mal se falou da apresentação do Aerosmith em São Paulo, no último dia 12 de abril. As críticas mais ferrenhas se focaram no excesso de "hits FM" que a banda originária de Boston tocou na sua passagem pelo Brasil, em detrimento a um repertório mais hard rock. Mas a verdade é que Steven Tyler, Joe Perry e companhia se mostraram uma banda competente, coerente e, principalmente, ainda incomparável com a média.

Apesar do som péssimo - além de jogos, o Morumbi se comprova o pior estádio para se assistir a shows -, é notável a qualidade dos músicos. Perry, a máquina de riffs dedilhados, é de uma clareza incrível. Solos matadores e técnica apuradíssima, que ficou ainda mais evidente na parte bluesera da noite. Joey Kramer e Tom Hamilton garantem a cozinha redonda e Brad Whitford segura a onda para que Perry debulhe nas seis cordas. E Steven Tyler, ah, esse cara é simplesmente um dos grandes vocalistas da história do novo rock. Lembro-me de uma homenagem que a MTV americana fez ao Aerosmith. Lá pelas tantas, a cantora Pink entrou no palco para cantar "Janie`s Got a Gun" e foi até a tribuna de onde Tyler recebia as honrarias. Eis que ela coloca o microfone na grande boca do cantor, que solta um berro ensurdecedor. Era latente o constragimento de Pink...

Voltando ao show, não dá para entender o porquê de tanta falação com relação aos hits. Depois de seu retorno, na segunda metade da década de 80, com a re-explosão de "Walk This Way" junto ao Run DMC, o Aerosmith assumiu de vez sua pose mainstream. O direcionamento mudou radicalmente, mas desde então, e até hoje, é possível reconhecer muito do peso do começo da carreira. E quem reclamou, o fez de barriga cheia. Tivemos no set do show "Toys in the Attick", "Sweet Emotion", "Dream On" e a já citada "Walk This Way". Apareceram, ainda, “Baby, Please Don’t Go” e “Stop Messin’ Around”, do álbum de blues Honkin' on Bobo.

Interessante saber que, se os eles tivessem tocado só a fase setentista, seriam chamados de ultrapassados, nostálgicos e apelativos. Mas era só olhar para a platéia para entender o porquê do repertório mais pop. Meninas preocupadas com a chapinha e playboys da Vila Olímpia eram maioria. Culpa, em parte, da glamourização já citada aqui, que cria uma demanda de público irreal e pouco fã da banda. No final das contas, eles agradaram a todos, fazendo uma verdadeira viagem pela própria história.

Outra coisa que se deve lembrar são os quase 40 anos de carreira dos caras. Fica impossível fazer um set list impecável sem que se sinta falta de alguma música. Padecem do mesmo "problema" bandas como Kiss, Rolling Stones, Deep Purple... Cito também os Ramones, que faziam shows com 31 músicas e, mesmo assim, sempre deixava algum clássico essencial de fora. Reafirmo que isso é para poucos. De minha parte, já posso morrer tranqüilo e deixar o registro para as gerações futuras: eu vi Aerosmith ao vivo!


09 abril 2007

Povo meu, tão intolerante


Saiu lá, lá na Falha de S.Paulo. O instituto prostituto de pesquisa deles - o Datafalha - que revelou. Estudo de abrangência nacional mostrou que 49%, sim, 49% dos brasileiros reprovam a união civil entre homossexuais. Outro dado alarmante aponta que 52% não aprova a adoção de crianças por casais gays.

Sustos. Primeiro, porque o Datafalha se propôs a fazer uma pesquisa séria. Piadas à parte, partamos para o lado sério e problemático da coisa. É certo que, por outro lado, 42% e 43% são, respectivamente, a favor do casamento gay e da adoção por casais desse gênero. Mas é alto o número de rejeição para uma coisa que, ao meu ver, não deveria nem ser colocada em questão.

Desde muito tempo, sempre tive um contato muito próximo com os homossexuais. Pedido de calma aos machões que passarem por aqui, já que não vai adiantar o esperneio desesperado em favor da virilidade heterossexual. Aprendi, na convivência amistosa e harmônica, a obviedade de não julgarmos o caráter de ninguém tendo como pressuposto sua orientação sexual. Você não vira gay, você nasce gay.

Qual seria o absurdo se eu chegasse para alguém e não aceitasse que ele casasse com um semelhante só pelo fato de ele ser, por exemplo, negro? Ou manco? Ou o raio que o parta? Eu adoro, por exemplo, ver as pessoas esbravejando a famosa frase: "não tenho nada contra". Essa é, talvez, a expressão que mais contenha preconceito e intolerância. E ela nos traz de volta o assombro da primeira exposição ali em cima, os tais 49%.

E sim, são esses 49% que acham bonito os gays na rua, no Carnaval... Mas só na casa dos outros. Só de longe é bonito, como se os homossexuais fossem bichos de zoológico. Assim como aconteceu naquela hipocrisia da última novela global, em que os portadores de Síndrome de Down foram glamourizados e provavelmente cairão no esquecimento tão rápido quanto um participante do BBB.

A Parada GLBT em São Paulo ser a maior do mundo - e ter crescido exponencialmente - não é algo surpreendente, mas ineficiente, pois não conscientiza na mesma proporção. Ao mesmo tempo em que queremos vender nossa imagem liberal, temos metade da população insegura sobre sua própria sexualidade, a ponto de intolerar a diversidade. De incoerência em incoerência, vamos construindo uma realidade em que se justifica agressões a gays, em plena Avenida Paulista, só porque o cara é gay. E já dá para ter uma idéia das conseqüências trágicas disso tudo.

Sem querer cagar regras, proponho uma reflexão. Iria você negar um filho, um pai, um amigo ou um irmão, só porque ele se descobriu gay? Se a resposta for negativa, acredito que você esteja bem direcionado. Se a resposta for positiva, digo que você estaria colocando em xeque toda a estrutura familiar sob a qual vive a humanidade. Além de demonstrar um medo terrível de poder a vir gostar do babado.


03 abril 2007

E piriri, e pororó



Semana curta, post curto.

- O cara tava fudido na vida. Aí ele entra pra uma colônia de férias, passa três meses numa mansão com festa duas vezes por semana, comida e bebida à vontade. Fica famoso, ganha um carro, vários eletrodomésticos e eletrônicos, um milhão e três mil reais (mais cachê de direito de imagem proporcional aos 3 meses de confinamento) e não vai ter que colocar a mão no bolso pra nada até o fim do ano. Projeto de vida: ir pro BBB8 hahahahahahahahahahahahahaha...

- Show do Ary Toledo nas arquibancadas. Levantar bandeirão de ponta-cabeça, pra mim, foi o fim...

- Show do Ary Toledo na cartolagem internacional. Copa Rio valer mundial, pra mim, é o fim...

- Show do Ary Toledo no Pq São Jorge. Chamar um ex-porco incompetente para "administrar" o futebol Corinthiano é o fim...

- Piscina, sol, cerveja, churrasco, vuco-vuco... Tem coisa melhor? Faltou só o um milhão de reais...

No mais, segue o jogo. E tempos felizes!

29 março 2007

Pancada



Post em tom de revolta (ah, vá...). Não sou corneteiro. Defendo minhas cores, minha camisa e meu time. Mas depois desse último Corinthians X sardinhas vou fazer uma coisa inédita. Me sinto impotente e a única coisa que vem à cabeça é isso. Sei que não deveria, mas agora que já está tudo perdido, vou ter que passar por cima do meu orgulho.

Não sei ainda se terei estômago. Mas sábado, às 18h10, no Pacaembu, faço questão de comprar ingresso de numerada pra ficar ali, bem atrás, coladinho no alambrado. E xingarei, até ficar afônico, aquela senhora de cabelos brancos. Que um dia alguém achou que seria um bom técnico. Irei xingá-lo com todas as forças. Irei pedir sua saída. Como alguém que precisa ganhar um jogo tira um lateral e coloca... outro lateral???? A coisa era básica, simples. Temos 3 zagueiros (que juntos não valem 1). 2 deles têm cartão amarelo. Estamos com um a menos - aliás o que foi expulso também não pode mais pisar no Pq São Jorge - e o natural é: tira um zagueiro, passa o lateral habilidoso (que é meia) para a armação, avança o outro meia e coloca um volante improvisado e recuado na lateral. Simples assim.

Se é pra trocar lateral por lateral e volante por volante, coloca minha mãe lá que dá na mesma. Ela, ao menos, vai dar valor ao salário astronômico que ganha.

FORA LEÃO! FORA DUALIB! FORA AMOROSO! FORA CITADINI! FORA DIRETORIA VENDIDA!

VIVA A REVOLUÇÃO CORINTHIANA!!!!

------------------------------------------------

Depois de tanta brabeza, pra você:

"Anoche, anoche soñé contigo
Soñé una cosa bonita
Que cosa maravillosa...

Ay cosita linda mamá
Soñaba, soñaba que me querías
Soñaba que me besabas
y que en tus brazos dormía...

Ay cosita linda mamá
Chiquita que lindo tu cuerpecito
Bailando este meneito
Yo sé que tú me dirás..."


26 março 2007

Definham...


Para quem não sabe, o jornalista Franklin Martins foi nomeado Ministro pelo presidente Lula. Levando em conta que essa nova equipe tem algumas pecinhas raras, é um dos nomes mais interessantes. Ele vai cuidar da parte de comunicação estatal, será responsável pelas verbas de publicidade e ainda deve comandar a criação de uma rede de TV pública. Do ponto de vista estratégico, manobra de mestre de Lula. Do ponto de vista jornalístico, me fez pensar em que ritmo anda essa (minha) profissão.

Franklin é peça rara no meio. Assim como era Aloysio Biondi e como são Mino Carta - às vezes chato -, Eugênio Bucci, Ricardo Kotscho e o maior repórter da Terra, José Hamilton Ribeiro. Tirando eles e mais alguns poucos, o resto era bom e se transformou em merda, ou simplesmente sempre foram merdas.

Desses últimos, não precisa fazer nem esforço pra lembrar: Diogo Mainardi, Flávio Prado (leiam a biografia de Silvio Luiz e vejam como se desintegrou a carreira dessa besta), Datena, Eliane Cantanhede, Miriam Leitão, Milton Neves e Juca Kfouri. A parte esportiva, toda, se encaixa no quesito "era bom mas virou merda".

Tudo isso dito, vale refletir. Qual destes grupos têm maior exposição na mídia? Qual destes jornalistas conseguem atingir e formar a opinião de mais pessoas? E quais deles realmente dá para levar a sério hoje em dia?

Aqui na "firma", trabalho com 4 estagiários. A diferença de idade é pouca. Conhecimentos básicos como apuração, correção gramatical e interesse pela dúvida são a diferença. Sem modéstia nenhuma - até porque não primo por nenhuma dessas coisas como dom, mas sim as uso para nortear meu trabalho -, digo que eles também são uns merdas. Não como pessoas, porque nem opinião formada têm. Mas como tentativas de jornalistas.

Eles representam uma geração alienada, que não busca as informações e fica vivendo de releases tão ou mais mal-escritos. E são resultado da manipulação dessa massa de bostas que escrevem suas tranqueiras em jornais, revistas e sites. Enquanto isso, talentos natos que poderiam fazer uma nova escola nas redações ficam presos a trabalhinhos em assessorias, a única coisa que paga bem.

A ida de Franklin ao poder e a aspiração da criação de uma rede de TV pública simbolizam o fio de esperança. Simbolizam, ainda, que uma hora a competência toma frente e é reconhecida. Deixando de lado posicionamentos políticos a favor ou contra Lula, não dá para negar que se trata de um grande jornalista. Esperemos, portanto, que isso se torne regra. E que os merdas e seus discípulos definhem. Porque para eles não vejo salvação.

19 março 2007

Glamourização e/ou banalização

Filas imensuráveis. Preços exorbitantes. E um público cada vez menos participativo. O que anda acontecendo com os shows internacionais aqui no Brasil? Há pouco mais de 3 anos, inventaram uma moda por aí que estabeleceu que as vendas de ingressos têm que ser tumultuadas, mesmo com as entradas custando, em média, R$ 150.

O ápice ocorreu no show do U2, em 2006. Correria, esquemas de filas com idosos vendendo lugar, um verdadeiro escarcéu. Coisa semelhante acontece agora, com o Aerosmith. O estranho é pensar que, antigamente, as coisas eram mais calmas. Hoje, até o mestre - e extremamente calmo - Chico Buarque causa um frisson que não condiz com as vendas de sua própria discografia.

A reflexão, portanto, só pode ser a seguinte: criaram uma demanda nova de público, na tentativa de fazer os famosos sold-out norte-americanos e europeus. E por meio de uma empresa nefasta que atende pelo nome de Ticketmaster. Sim, essa que ficou famosa por travar uma intensa briga judicial com o Pearl Jam na virada do século. Cujo show, aliás, teve uma venda de ingressos fora do normal por aqui.

Erro número 1: não somos os EUA ou a Europa. Lá existe uma cultura, aqui temos outra. Lá, por exemplo, a pista é numerada e todos respeitam uma linha imaginária que determina os lugares. Erro número 2: criar uma demanda dessa num país carente como o nosso deixa os verdadeiros fãs de fora, por causa dos preços caríssimos. Com isso, a resposta do público durante o show também não é a mesma (bons tempos em que os artistas declaravam ter feito em terras tupiniquins "o melhor show da carreira").

Resenhei a última turnê do Pet Shop Boys e notei uma coisa absurda. Na sexta, gente que nunca tinha ouvido falar do duo inglês e que mal conhecia suas canções estavam na pista do Credicard Hall. Até aí, problema nenhum. Só que eles foram lá não para conhecer uma das referências da música eletrônica, mas sim para a "pegação". Não sou um velho que defende a moral e os bons costumes. Mas o mínimo que se espera de alguém que paga R$ 130 numa entrada é a atenção ao show e uma interação calorosa com o artista. Já no dia seguinte, com uma massa maior de seguidores, a dupla foi recebida com muito mais entusiasmo. E devolveu a alegria tocando uma música que não entrou no set list de outras apresentações.

A música, assim como o futebol, desperta paixões. Cegas e intensas. Por essa razão, existe a linha que separa um show de uma balada. A referida nova demanda de público apagou essa linha e colocou todo mundo na mesma bacia. Hoje, DJ é músico. Hoje, qualquer um é músico. E hoje, cobram uma fortuna por um show que há 3 anos eu paguei R$ 10.

13 março 2007

Jogo rápido


Algumas vezes recorro ao post em tópicos para fazer comentários pontuais da realidade. Geralmente, este blog fala de futebol, cerveja, música e amores. Ei-los mais uma vez:

- A fase do glorioso Sport Club Corinthians Paulista não anda nada bem. Vejo uma indignação geral, ampla e irrestrita. Porém, poucos se revoltam a ponto de querer levar a situação às conseqüências mais drásticas contra uma ditadura que há 13 anos domina o Parque São Jorge. Vale, então, ressaltar as vozes que não querem calar. Primeiro, é legal dar uma passada no Informativo dos Gaviões, que está promovendo as eleições da torcida do próximo dia 24. O discurso é animador, ao menos. Querem, com toda razão, resgatar o corinthianismo que essa diretoria nociva tenta matar. Aí você pode passar no Jornar, do meu amigo ainda virtual Filipe, que não gosta do meu outro amigo virtual - a quem ele chama de çapo - mas, ainda bem, odeia os narigudos tucanos igualmente. Admito, porém, estar triste com nosso operário ultimamente... De quebra, você conhece a filha do cara, Teresa, que só pelas fotos já se mostra uma figurassa! Por fim, passem no blog do Leco Polegar, figura ímpar e de comentários sempre pertinentes. Se der tempo, vá ainda ao blog do Barneschi, xingar o bando de porco maldito que habita aquele chiqueiro e, principalmente, tirar um pêlo do Luigi Shortinho.

- E já que o assunto é internet, outros dois blogs bastante interessantes são o Só Dói Quando eu Rio, do grande Fernando Szegeri. Poeta e conhecedor de tudo. Quem prova isso é o não menos genial Edu Goldenberg em seu Buteco. Carioca. Precisa falar mais?

- Esse calor é ótimo, mas há um pequeno problema com ele. Estou tentando para de beber constantemente - ou melhor, diariamente -, mas não há cristão que resista à tentação de uma gelada no balcão nessas altas temperaturas. Preciso dar uma muchada, pois as calças daqui a pouco já não fecharão...

- Amor, ahhh o amor... Tudo em ordem, cada vez mais amando Evinha, meu pecado e minha salvação. Então, sai zica!

- O dia já é certo. No próximo 12 de abril verei um dos shows obrigatórios de todo ser humano. Velhos, decadentes, o diabo. Aerosmith vem, e eu estarei lá! No meio do caminho, tem Pet Shop Boys, também velhos, decadentes, mas ainda imbatíveis. Aliás, se são velhos e decadentes, porque ninguém os derrubou?

- Falta a São Paulo rodas de samba honestas. Temos poucas. Cito de novo Szegeri, que comanda talvez a melhor delas nas tardes de sábado, no Ó do Borogodó. Há o pessoal do "Se vai se Quiser", na pça Roosevelt, o pessoal da Vela, o Samba Raro (com um irritante h no meio do raro que eu me recuso a escrever), esporádicos heróis no Magnólia e só. Bons tempos aqueles de Espaço Cuca na Barra Funda, né zéserra?

E acabou!

08 março 2007

Ironias


O mundo sempre nos reserva ironias, não é mesmo? Conheci um caboclo em 2000, no começo de minha vida acadêmica. Ficamos verdadeiros compadres, aqueles poucos que a gente carrega pelo resto da vida.

Aí teve uma vez que eu fiz uma foto-montagem com ele, ironizando os milhares de "MV VM" que ele deixava gravado nas carteiras da Faculdade Cásper Líbero. Ele ficou bem puto, mas na época não entendi o porquê. Meses mais tarde, comprovei que se tratava de um dos seres mais homofóbicos do planeta.

Eis, então, a ironia do caso. Não é que o cara faz aniversário neste 8 de março, Dia Internacional das Mulheres? Está explicado o ódio pela delicadeza, sensibilidade e ternura que esse meu compadre tem.

Parabéns Barneschi, seu piemontês.

05 março 2007

E vai falar o quê?



Desse último Corinthians x palmeiras não temos o que falar. Não houve interferência de apito. Não tivemos nenhum desfalque significativo. E não tivemos um time com o mínimo de vergonha na cara.

Escrevo este post porque não consigo dormir. Não que a derrota tenha sido uma das piores da história. Já tivemos muitas significativas, assim como outras tantas vitórias sobre o inimigo. Mas o grande guerreiro, este sabe reconhecer a derrota em uma batalha. E lá das arquibancadas, sob um sol escaldante durante os 90 minutos, lutamos. Pelo Corinthians, até o fim. Já em campo...

Façamos um comparativo entre os dois 7 da peleja. O deles, já veterano e com o fim da carreira decretada por muitos, se poupou no último jogo somente visando o clássico. E entrou com sangue no olho (tanto que foi provocar a Fiel nos dois primeiros gols. Depois nego ameaça de morte e a gente é violento. Respeito é bom e conserva os dentes!). Já o nosso 7 continua o mesmo amarelão de sempre, sumindo em partidas importantes e deixando bem claro que é um dos primeiros a agir para derrubar um técnico. Digo e repito sempre que possível: esse Roger tinha que ter saído em 2005, na desclassificação para o Figueirense da Copa BR.

Dito isso, expliquemos o nervosismo. Ele se dá porque é uma derrota de um time que não está a altura de sua torcida. São um bando de pernas de pau, que têm a capacidade de achar ruim que um chileno - o Chile agora vira até berço de craques, vejam vocês - distribua dribles. Que os nossos meias também tivessem técnica suficiente para isso. Que nossos zagueiros não sejam dois morféticos. Que nosso ataque tenha fome de gol. E, principalmente, que o nosso técnico tenha a noção de que ele deve, apenas, treinar o time.

Triste também foi ver o posicionamento apático e conformado da família depois do apito final. Venho notando isso há algum tempo, principalmente depois da merda toda que deu no jogo da última Libertadores contra o River, no Pacaembu. De lá para cá, parece que não temos mais o mesmo poder de pressão que tínhamos. Não temos ou não queremos exercer??? Essa dúvida também está me tirando o sono. Ao que parece, ela só será esclarecida com o tempo. De minha parte, ainda acho que a gente tinha que tirar aquele velho gagá à força e estabelecer um novo estatuto com um único artigo: eleições diretas para o Conselho e Presidência.

No resto, VAI CORINTHIANS! Na vitória ou na derrota eu grito forte, corinthiano eu serei até a morte!


27 fevereiro 2007

Prova de hombridade



A obrigação é a seguinte: ganhar bem na quinta e aquecer pro verdadeiro jogo, que é domingo. A obrigação desses jogadores é de vencer o clássico. Nada mais. Depois do que vêm apresentando, esses pernas-de-pau que estão vestindo a camisa do Coringão devem, ao menos, mostrar que têm o mínimo de dignidade e fazer o possível e o impossível para vencer a porcada. E sem expulsões. Vontade é uma coisa, presepagem é outra.

E que não venham com o discursinhos de "vamos ganhar pelo técnico". Vocês, seus vagabundos, têm que ganhar pela Fiel Torcida, que já está cansada de ver um timinho apático. Façam a obrigação e esqueçam, por uma semana, todas as birras internas. Depois vocês podem derrubar técnico e o diabo. E um alerta final: Corinthianos, prestem atenção no 7. Em 2005 ele já chutou propositalmente um pênalti para fora, só para derrubar o técnico. E nego ainda fica babando ovo pra esse merda enganador...

----------------------------------------

Pra quem duvidava da fama do Carnaval de Pirapora do Bom Jesus, a prova foi dada no último domingo, com a corrida dos carros alegóricos no Pânico na TV hahahahahahahahahahhaahhahahahaha... Ano que vem eu fico até a Pascoa naquele lugar!

22 fevereiro 2007

No berço do samba

“Lá no barraco
Tudo era alegria
Nego batia na zabumba
E o boi gemia
Iniciado o neguinho
Num batuque de terreiro
Samba de Piracicaba
Tietê e campineiro”

Geraldo Filme em Batuque de Pirapora

As palavras de Geraldo Filme mostram os primórdios de um Carnaval rústico, enraizado e, acima de tudo, brasileiro. Descendente de escravos, o Samba de Pirapora, ou Samba Rural ou de Bumbo, se desenvolveu a partir dos batuques nas senzalas, em contraposição à vocação religiosa da cidade de Pirapora de Bom Jesus, a 54 km de São Paulo.

Nesse cenário de tradicionalismos e em busca de um destino ainda pouco desbravado do Carnaval paulista, partimos para o interior, procurando conhecer mais a respeito da festa que em 2007 veio com o tema “Carnaval da China”. À beira do Rio Tietê, Pirapora dispõe de opções simples, mas confortáveis, de hospedagem. Ficamos no Hotel Casarão, cuja sede foi construída em 1924 e, desde então, recebe romeiros que vão pagar promessas na igreja local.

Mas o clima era de folia e, já no primeiro dia, passado e o presente conviviam harmoniosamente. No Espaço Samba Paulista, Osvaldinho da Cuíca, nome conhecido da escola de samba Vai-Vai, animava a roda de samba com feijoada que abriu o calendário de Carnaval. Na seqüência, o Grupo de Samba de Roda, sob comando de dona Maria Ester, uma das participantes do primeiro grupo do gênero, declamava os versos de improviso sobre o batuque dos bumbos. Pelas ruas, trios elétricos tocavam marchinhas e músicas de micaretas para fazer os mais novos pularem.

Quem já esteve por lá não esquece algumas particularidades. Tem a velha perua, que precisa ser empurrada de cinco em cinco minutos para funcionar e que dá carona a quem tiver coragem de se empoleirar num verdadeiro ferro-velho. Há também o bloco Vovô da Serra do Japi - outra resistência do Samba de Bumbo e na ativa há 3 anos -, que sai pela cidade entoando canções aos donos de bares para pedir combustível para os membros da bateria. E como não falar dos grupos que aparecem no baile do Clube Municipal, com camisetas personalizadas ou fantasias, ou ainda a salvadora canja de galinha servida no fim da madrugada? Fora isso, há concursos de fantasias bastante fanfarrões e até desfile de Escolas de Samba.

Feita essencialmente por moradores da região, a folia de Pirapora é daquelas para se colocar na lista de “melhores carnavais da vida”. Mesmo assim, os piraporanos ainda carecem saber um pouco mais sobre sua própria história e valorizar um reduto tão importante da cultura brasileira.

15 fevereiro 2007

Estamos de quatro...


Comecei cedo na arte de beber. Lá pelos 6 ou 7 anos, já dava a famosa "bicadinha na espuma" nos chopps do meu padrinho nos aniversários aqui em casa. Os tempos eram bons. Apesar daquele negócio tenebroso que era a inflação, tínhamos uma vida bem confortável. E todos os aniversários eram feitos no quintal, à base de Churrasquinhos Jundiaí, Chopp Brahma e refrigerantes da mesma espécie.

A vida boêmia, no entanto, veio forte lá pelos 14, 15 anos. Nessa época, saímos do colégio e nos dirigíamos para o Shopping Eldorado. Éramos uns cinco ou seis moleques, que já tinham destino certo: a patinação do segundo subsolo, onde conhecíamos o tiozinho de uma lanchonete. Lá, ficávamos tortos de bêbados, depois de dois copões de 500ml. Gastávamos menos de R$ 3 nessa empreitada.

Pulemos para o hoje, 2007. Peguei o Guia da Folha, leitura obrigatória de toda sexta-feira dos paulistanos. E fui dar uma olhada nos mais tradicionais pontos da noite de São Paulo. Estavam lá o Original e o Filial, dois dos lugares que prestam serviço ao bom chopp. Susto! Não só eles como a maioria dos lugares estão cobrando, em média, R$ 3,50 por uma caldereta. Para um beberrão como este aqui, a quantia pode significar um rombo de R$ 70 na conta corrente numa noite inspirada de 3 horas. E naqueles troços que se espalham no eixo Faria Lima-JK-Hélio Pellegrino, o valor de um mísero copinho de 300ml é absurdos R$ 4,20.

Estão querendo prejudicar as pessoas de bem, que bebem sua ampola mas não dispensam um refrigerado de vez em quando. Afinal, às vezes a gente só está com sede e beber água faz mal. Mas pagar R$ 4 o copo é algo vergonhoso! Desse jeito, vou voltar aos tempos primeiros e ficar só na espuminha... Padrinho, a bença! Porque o chopp tá o olho da cara.

05 fevereiro 2007

É hora do show



Mais uma lista, mais memórias. Outro dia publiquei alguns dos meus filmes favoritos, produções que marcaram minha vida. Falarei agora dos melhores shows a que já assisti. Lembrando de novo que não há ordem de preferência e que ausências serão fato.

1) The Ramones - 1996: O último show em terras tupiniquins da melhor banda que já pisou no planeta depois dos Beatles. Emocionante do começo ao fim, acredito ter sido essa minha primeira experiência com drogas, só que sem drogas. Foi a hora e meia mais rápida da minha vida. Uma imagem me marca cada vez que lembro desse show. Depois de acenderem as luzes do finado Olympia, milhares de órfãos como eu sentaram-se no chão. E choraram como se tivessem perdido sua razão de viver.

2) AC/DC - 1996: Os caras conseguiram lotar o Pacaembu menos de um mês depois de um Monsters of Rock com o Iron Maiden como headliner. E foram duas horas do puro rock 'n' roll, muita paulada na orelha e uma apresentação cheia de adrenalina. Fora isso, tive a sorte de encontrar na pista o Casagrande. E o melhor de tudo: fui de graça!

3) Viper - 2001: Depois de um longo hiato, a maior banda de heavy metal do Brasil estava de volta. Para os fãs, que àquela época não devia passar dos 500, foi uma verdadeira comoção. Afinal, todos já davam como certo que nunca mais teríamos um show do grupo. Porém, no dia 24 de maio de 2001, eles subiram ao palco do antigo Palace para anunciar que estavam de volta. Marmanjos choravam em bicas nesse dia.

4) Men at Work - 2000: Praia e Men at Work são a combinação perfeita. E o show dos australianos foi algo que, a princípio, via com certo receio. Não sabia como estava a forma dos velhinhos. Mas o que era dúvida se mostrou uma apresentação impecável, com clássico atrás de clássico. Tudo isso na beira do mar e debaixo de uma chuva que refrescava o calor típico do mês de janeiro.

5) Samba em Quatro Tempos - 2005: Capitaneado pelo bamba Nei Lopes, o projeto trouxe a São Paulo grandes nomes do samba carioca. Estiveram por aqui Dunga, Luiz Carlos da Vila e Diogo Nogueira, entre outros, cantando clássicos do gênero. A parte mais impressionante foi ver Diogo cantando "Espelho", de seu pai, João Nogueira. Ao fim da música, todos os presentes no teatro do Sesc Pinheiros choravam. Um dia de glória para o mais brasileiro dos ritmos.

6) Kiss - 1999: O sonho dos sonhos. Minha primeira paixão musical foi pelos quatro mascarados. Meu primeiro LP foi "Hotter than Hell". E desde criança queria estar no meio daquele circo todo. Em 1994, eles estiveram por aqui, mas não pude ir. Na outra turnê, a formação original estava de volta. Sim, com as pinturas e tudo. Na abertura da apresentação, a cena antológica. Os quatro surgem por detrás do pano e só se vê as sombras. Aos primeiros acordes de "Shout it Out Loud", não contive o pranto e chorei por quase 4 músicas.

7) Pet Shop Boys - 2004: Outro daqueles que você vai mais pelo nome e não esperando muito. Boatos diziam que seria, na verdade, um DJ set. No fim, os ingleses vieram até com banda e fizeram um dos melhores shows do TIM Festival daquele ano. E olha que tinha gente como Primal Scream. O duo despejava hit atrás de hit, para delírio das bibas e bolachas que eram maioria na pista. Na época, estava sofrendo uma crise alérgica e tomava dois remédios. A bula dizia para não misturar com álcool. Comprovei a veracidade dos fatos quando, ao tomar o segundo copo de cerveja, não senti mais os pés...

8) Camisa de Vênus - 1997: Se o Kiss foi minha primeira paixão musical, o Camisa era a amante. O segundo LP que eu ganhei foi "Batalhões de Estranhos", que tinha uma enxurrada de clássicos e uma capa macabra. Nesse show, no Palace, Marcelo Nova juntou seus velhos companheiros Robério Santana e Karl Hummell e colocou na guitarra ninguém menos que Luiz Carlini. O resultado foi uma apresentação histórica. Na época, tinha 16 anos e, pelo que me lembre, foi o primeiro show que assisti totalmente embriagado.

9) Sepultura - 1996: A banda brasileira de maior destaque no cenário internacional estava no auge. A turnê era do álbum "Roots" e trazia a mistura do trash metal com batuques e influências do Brasil. E a apresentação do Olympia foi, na verdade, um ritual. A ar era pesado e tenso, mas de uma maneira positiva. A cada acorde, uma porrada na orelha. E foi a última apresentação da banda com a formação clássica e até hoje insuperável. Para completar, a abertura foi de ninguém menos que Ratos de Porão.

10) Pearl Jam - 2005: Foram mais de dez anos esperando. Rotulada como "banda grunge", a trupe liderada por Eddie Vedder foi a única da geração Seattle que me arrancou mais do que o comentário "legal". Me lembro até hoje da primeira vez que ouvi "Even Flow". E a apresentação no Pacaembu foi o fim de uma espera sebastiana. Não precisa nem falar que eu chorei...

--------------------

Em tempo: tem shows que eu preciso ver antes de morrer. Erasure, V.Spy S.Spy e Aerosmith. Este último, dizem, vem para cá em abril, ao lado de Velvet Revolver. A ver...


01 fevereiro 2007

O que acontece?

Post urgente. Acabo de ler no Terra que o Christian foi para o Inter. O desgosto não é nem pela negociação ou o atleta em si, já que se trata de um atacante bem mediano. É de ver a que ponto chegou o desrespeito por 96 anos de glórias do Sport Club Corinthians Paulista.

Antes, os jogadores faziam verdadeiros planos de carreira no Pq. São Jorge. Hoje em dia, os torcedores tomamos tapas na cara diariamente. Nem vou mencionar a vergonha que foi o último jogo contra a mentira azul do ABC. Além do roubo, o que eu vi foi um meio de campo inexistente. Roger e Elton são uma verdadeira piada.

A culpa disso tudo tem nome e sobrenome. Alberto Dualibi. O desrespeito com o Corinthians só existe por causa dessa gestão - isso é gestão? - maligna. Foi o presidente que ganhou os mais importantes título? Sim. Mas a esse preço?

Triste não é perder esse merda de jogador, que não agüenta correr mais que um tempo. Triste é ver que nego sair por aí pisando na nossa história e cuspindo na cara da Fiel. Por culpa exclusivamente dessa administração que usa o Corinthians para se enriquecer.

Já fiz isso uma vez e faço de novo: clamo aqui uma revolução popular. Família Gaviões da Fiel, tá na hora de uma postura mais ofensiva!

25 janeiro 2007

Os buracos são mais embaixo


De volta ao blog. Comecinho de ano corrido. Mas vá lá... E o post é grande!

Dois fatos estão na agenda pública há algum tempinho e, como agora as coisas vão se assentando, farei algumas análises.

Primeiro, a cagada do buraco do metrô. Já de saída, não acredito que só morreram 7 pessoas na tragédia. Que papinho é esse de que os funcionários tiveram tempo de sair de lá antes de cair tudo? E se saíram, como é que não avisaram quem passava pela rua que ia dar problema? Alguns dados ajudam a esclarecer. Dias antes, coisa de uma semana, já havia sido detectado problemas na estrutura. Mesmo assim, os responsáveis - ou irresponsáveis? - resolveram continuar a obra.

Isso denota uma displicência da concessionária, com o aval do governo do estado tucano. As coisas já começaram errado na licitação, quando foi barrada uma tecnologia única de se fazer construções subterrâneas. Resumindo, esse recurso seria o mesmo que foi utilizado na ponte Rio-Niterói. Só que sairia um pouco mais caro. Erro número 1: o barato, agora, sai caro. Principalmente para as famílias que dificilmente serão ressarcidas.

Tragédia consumada, entra a imprensa. E aí vem o show de erros. Ninguém fala quem são os membros da tal concessionária (São elas:
Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e OAS). Essa bola foi levantada no blog do Xico Sá. E por que ninguém fala? Porque trata-se das maiores construtoras do país e possíveis patrocinadores das páginas publicitárias. Mas o principal é: cadê Geraldo? Por que ninguém foi atrás dele? Por que o governo tucano entreguista não é procurado para se explicar. Ao contrário, a imprensa resolveu pôr em xeque as PPP, em mais uma tentativa de se desestabilizar o governo federal.

Erros de um lado, erros de outro. E as coisas vão seguir de uma maneira que, daqui um ano, ninguém mais vai falar sobre o assunto. Pra mim, o acidente só mostra mais uma das faces malignas da forma tucana de governar. Além disso, expõe que cada vez mais é necessária a intervenção estatal, já que deixar tudo na mão de empresas particulares é sinônimo de corrupção e mal-emprego do dinheiro público.

----------------------------------------

Falando em imprensa, vamos ao segundo tema. Fato 1: aprovado na Câmara dos Vereadores, o projeto de lei que proibiria o início dos jogos depois das 20h - e de autoria de Tião Viana (PSDB) - foi vetado pelo prefeito anônimo de São Paulo. Fato 2: a Record perdeu a briga para a Globo nos direitos de transmissão do futebol em 2007.

Conseqüências disso: a Record encampa hoje uma luta ridícula pela derrubada do veto do prefeito e a entrada da lei em vigor. Só por vingancinha. A vênus platinada, por sua vez, fez pressão via Federação Paulista para que o prefeito vetasse tal lei.

E ainda dá pra confiar na tal "imprensa imparcial"? Eu não acredito...

------------------------------------------

É, minha São Paulo. 453 anos e te dão uma dessas... Mesmo assim, parabéns!