21 novembro 2008

Uma história esclarecedora


Minha proximidade com o lado verde sempre foi muito forte. Talvez aconteça isso com a maioria dos corinthianos, diga-se. Meu padrinho, a grande maioria dos meus melhores amigos... Por isso mesmo existe uma coisa ainda não muito compreendida pelos mais novos do que a gente chama de rivalidade com respeito.

Há respeito mútuo entre Corinthians e palmeiras, apesar de todo antagonismo entre as agremiações, muito por conta das histórias sempre se entrelaçando. Não há nada, porém, como um Corinthians x palmeiras, e muita gente morre de inveja disso.


Bom, isso tudo é para dar a dica de mais um texto antológico do Favela, escrito em duas partes. Não vou me alongar muito, apenas deixarei os links aqui e aqui. As palavras do Favela podem explicar o que a molecada ainda não entende hoje em dia.


19 novembro 2008

Se eu fosse...


Se eu fosse um confeiteiro, passaria a noite inteira na beira do forno cuidando do bolo do dia de hoje.

Se eu fosse um cantor, mandaria "A Deusa da Minha Rua" à capela, com aquela luz sobre a cabeça, num cabaré enfumaçado, só pra te homenagear.

Se eu fosse um poeta, seria o Neruda ou o Pessoa, porque eles escreveram os melhores.

Se eu fosse um sambista, seria da Portela e faria um samba com o Candeia falando só de você.

Se eu fosse o Lula, te escolhia como ministra da Educação.

Se eu fosse o Pelé, teria marcado aquele gol contra o Uruguai na Copa de 70 e faria aquela breguíssima comemoração desenhando um coração pra câmera da Globo.

Se eu fosse um sushiman, era só salmão.

Se eu fosse um cineasta, você seria a primeira mulher a chefiar a máfia, porque meus filmes só seriam de máfia.

Se eu fosse uma Brahma, iria querer só o teu copo.

Mas, como eu sou apenas um jornalista rampeiro, só posso te escrever essas palavras e dizer que eu sempre fico feliz nos 19 de novembro.

Amo-lhe, minha ídala!

18 novembro 2008

Porcos capitalistas


O que fazer com um patrão que diz agora, às 15h de terça-feira, que a emenda do feriado programada para acontecer foi suspensa?

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Dica do Filipe, publicado na Falha:


Zeca Pagodinho leva polêmica ao Paulistano


No que depender de alguns sócios, o cantor Zeca Pagodinho vai receber a "bola preta" do clube Paulistano, reduto de endinheirados e quatrocentões dos Jardins (bairro nobre localizado na zona oeste de São Paulo).

Desde que foi divulgado o show no salão do clube, para o dia 28, que encerra a temporada deste ano, a ouvidoria tem recebido e-mails e telefonemas de membros descontentes com a apresentação do sambista.

Numa das mensagens, um sócio desgostoso chama o músico de "cachaceiro" e sugere que ele "vá se apresentar para o pessoal do Corinthians".

(...)

"Era só o que faltava trazer, esse pagodeiro. O clube vive de exclusividade. Daqui a pouco vão fazer baile funk", diz um sócio que pede anonimato.

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Do PHA, também saído na Falha:


O conselho do governador


DAVI DE LACERDA

O pragmatismo do conselho que o governador me deu reflete o descaso do Estado com os médicos da rede pública de saúde

A São Paulo Companhia de Dança realizou no dia 7 deste mês uma magnífica apresentação em comemoração ao seu primeiro ano de existência. Entre as várias autoridades presentes estava José Serra. Ele escreveu a introdução do programa e merece grandes elogios pelas realizações da companhia. O belo espetáculo foi seguido de um coquetel, no qual tive a honra de parabenizar o governador pessoalmente pela alta qualidade técnica alcançada por uma companhia tão jovem.
O breve encontro foi a oportunidade de lhe comunicar um fato que me deixara perplexo, ocorrido no início daquela semana.

Ao me apresentar, contei ao governador que sou médico, que fiz graduação na USP, pesquisas em Harvard, residência em dermatologia no hospital Johns Hopkins (EUA) e especialização em cirurgia dermatológica em Paris. Contei também que há cinco dias fora contratado como médico concursado do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Ele sorriu e me deu parabéns. Ao agradecê-los, muito constrangido, informei-o de meu espanto ao descobrir que o salário-base para o médico do HC era de R$ 414 mensais para uma carga horária de 20 horas semanais.

O governador buscou me consolar dizendo que eu não ganharia só isso.

Respondi que estava ciente das gratificações e que, mesmo assim, meu salário bruto seria de R$ 1.500.
Informei-o ainda de que o custo para manter meu consultório fechado durante as horas em que estarei no HC é o triplo do valor que receberei do Estado.

Àquela altura, quando já não mais sorríamos, pedi sua opinião. O governador me aconselhou a deixar o HC, dizendo que o HC não é um bom negócio para mim.


Povo ameno


Dia desses, reli uma edição da Bizz do ano de 2007, mais precisamente um artigo de um cara que não vou lembrar o nome agora. O texto tratava da falta de criatividade nos noticiários televisivos feitos por estudantes de jornalismo. De fato, é um monte de gente seguindo cartilha e sem nenhum ímpeto para transpor a bancada de madeira que separa jornalistas e câmeras. Tal artigo me refrescou as idéias quando vi a lista elaborada pela revista Época sobre os 80 blogues imperdíveis da atualidade.

O estranho dessa reportagem é que ela parece ter sido feita em 1998, começo da popularização da internet, pois não se deu ao trabalho de procurar nas entranhas da blogosfera o que realmente interessa. Caiu na mesmice ao mencionar blogueiros famosinhos e esqueceu que os blogues são mera opinião pessoal. Só por isso, deveriam ser limados da lista 90% das páginas, uma vez que elas trazem nada mais que o óbvio e a repetição das besteiras que a grande mídia dissemina.

Analisando a seleção de blogues nacionais proposta pela revista, só o do Nassif se salva, logicamente por trazer opiniões diversas daquilo que é senso comum. Só para comprovar que eu não estou sendo radical, vejam alguns exemplos do que é tido pela Época como "superhiperbacanas":

- "Comandado por Dani Koetz, tem conteúdo variado e destaca o que ganha relevância na blogosfera. Uma marca de salgadinhos colocou um enorme pacote num prédio de São Paulo? Uma revista feminina quer promover discussão de relações entre namorados? Se há uma ação de marketing on-line entre os brasileiros, provavelmente ela estará no Ah! TriNé!."

- "Para quem gosta de animais, o Bicho Amigo tem posts sobre o comportamento dos bichos, casos interessantes como o de um cão que protegeu filhotes de gato num incêndio e dicas do que fazer para colocar mais um gato em casa."

- "Luiza Gomes é autora de um blog que trata de assuntos femininos, ou de menininha, como se costuma dizer. Ela dá dicas de como cuidar da pele e deixar os pêlos dourados para o verão. Fala de grifes famosas, vestidos da moda e ensina a ser sustentável."

E o que dizer daqueles blogueiros terrivelmente ruins que, por estarem ligados ao corpo funcional das Organizações Globo (destaco entre parênteses) ou serem ferrenhos opositores do governo Lula, são tratados como cerejas do bolo pela publicação? Alguém de bom senso levaria Miriam Leitão (Rede Globo), Reinaldo Azevedo, Juquinha (CBN), Ricardo Noblat (O Globo), Lilian Pacce (GNT), Ricardo Freire (da própria Época) e Paulo Coelho (G1) a sério?

Essas aberrações comprovam que os leitores estão cada vez mais preguiçosos, reacionários e fazem parte de uma casta com poucos valores de coletividade. A amenidade das opiniões ilustram como o povo está ameno, manso e domado. Mais grave ainda é a consolidação do ideário das grandes corporações na internet, um território que deveria ser pautado pela liberdade de criação e pela vastidão de pontos de vista.

Insisto que se faz necessário, mais do que nunca, o nascimento de nossa rede blogueira, sem restrições elitistas e sem formações de grupelhos que gritam no vazio. Deve ser uma coisa de peso, deve ser a contra-palavra, dando tratamento mais humano e fraterno à vida e ao cotidiano, elementos tão ricos e tão desdenhados aos olhos apressados de hoje em dia. Todos que estão ali no meu canto esquerdo deste blogue (e muitos também no lado esquerdo do peito) já fazem isso. Por que não dar o primeiro passo?

17 novembro 2008

Pérolas


Achei esse post no blogue Geografias Suburbanas, de autoria de Diego Moreira, linkado no Histórias do Brasil, de Luiz Antônio Simas.

Vale conferir os dois!

Ceninha imbecil


Vindo hoje ao trabalho, presenciei uma cena grotesca, porém muito comum em São Paulo ultimamente. Na saída do Metrô Vila Madalena há uma tiazinha que bate ponto por ali faz muito tempo, vendendo bolos, chás e café para o pessoal que sai correndo de casa e não tem tempo para o desjejum. Ao que parece, essa segunda-feira foi sua última. Uma operação truculenta da Subprefeitura de Pinheiros quase derrubou a velha e ainda levou um outro gaiato com seus DVDs piratas.

Apesar de muita gente defender o fim do comércio informal, recorrendo sempre à política higienista e alegando prejuízo na arrecadação de impostos e tudo mais, não é assim que se promove a inclusão desse pessoal no mercado de trabalho. Não basta descer o cacete, levar mercadoria (comprada com muito suor, diga-se) e tratar os ambulantes como bandidos. É preciso lembrar que esse povo só está dando duro nas ruas porque não tem oportunidade de emprego.

Quem vai aos estádios, por exemplo, já não encontra as fabulosas barraquinhas de pernil, e os vendedores de cerveja têm de ficar escondidos para não serem presos pela GCM. Na região da 25 de Março, a coisa beira à selvageria e a propina come solta - puxemos pela memória os casos de envolvimento de funcionários da prefeitura nessa cobrança, típicos das gestões Pitta e Kassab e que foram esquecidos pela mídia nas últimas eleições.

Falando em pleito, nota-se que o tom proibitivo voltou após a reeleição do generalzinho. Depois de falar aquele monte de mentira na campanha, o solteirão mais famoso da capital paulista retomou sua política repressiva, está fechando bares e tornou a restringir toda e qualquer possibilidade de melhoria de vida aos mais pobres.

Pior de tudo: se formos colocar na calculadora, o valor arrecadado com os impostos recolhidos pela tiazinha do café não daria para pagar nem metade do salário dos imbecis que atuam contra sua própria classe e abusam da "otoridade" que lhes é concedida, muito menos a gasolina e o IPVA da kombi que levou a mercadoria apreendida.

Por esse motivo, é inevitável pensar que essas ações são feitas por pura maldade. Sorria, meu bem...

16 novembro 2008

O Corinthians é foda!


Não vou falar da vitória sobre o Vila Nova, nem sobre as tentativas dos abutres de tumultuar o Parque São Jorge e muito menos sobre as férias prolongadas do corinthiano nesse 2008, depois de tanto sofrimento. Vou falar de como é bonito quando o corinthianismo se manifesta.

Fomos a Pirapora do Bom Jesus (mais aqui) sábado retrasado para o aniversário da Lila, mãe da Eva. Juntamo-nos na cidadezinha aprazível para tomar todas, falar bobagens e tomar mais algumas. E tem uma coisa interessante em todos os eventos da família da Eva nos quais estamos a vó dela, a Ema, e eu: o Corinthians decide algum título e ganha. Foi assim em 2005, foi assim em 2008.

Domingão da ressaca, a cidade recebia os romeiros habituais. Igreja e praça lotadas e uma bandinha promove uma bela fanfarra no coreto. E a Ema solta: "Orra, Claudinho. Tinha que tocar o hino do Curinthia pra nóis!"

Não deu quinze minutos, e aconteceu o que aconteceu no vídeo abaixo.




O Corinthians, realmente, é foda!

14 novembro 2008

O dia em que eu vi o morto


Hoje eu vi meu pai, e há tempos venho prometendo por aqui que iria falar da desgastada relação que culminou no afastamento definitivo entre a gente. Antes de mais nada, é necessário dizer que tenho plena consciência de que um camarada sem o pai como modelo está sujeito a uma série de complicações e de desvios de caráter. E agora uso o blogue como um divã. Quem não se sentir à vontade, pode pular o post, mas eu juro que há um propósito.

O caso é que resolvi matar meu pai dentro de mim. Fiz isso para conservar a imagem que tinha dele antes de uma série de presepadas (obviamente não irei contá-las aqui), com ápice no dia em que passei a receber comunicados judiciais despropositados sobre assuntos acordados previamente, com base na palavra. Matei-o, aliás, exatamente por isso: se um pai não crê na palavra empenhada pelo próprio filho, meu Deus, onde estamos?

A auto-preservação foi extremamente importante para que tudo aquilo que um dia o velho me ensinou não se perdesse por conta de um acesso de raiva justificável. A coisa pode até ser vista como um revanchismo relacionado à separação da minha mãe, mas não é o caso. O fato é que houve uma reviravolta e os valores do cara se perderam tal qual o amor que ele nutria pelos filhos.

Mesmo enxergando uma possível explicação lógica para esse tipo de guinada egoísta – o pai o abandonou, ainda bebê, ao lado da minha tia e minha avó -, é incompreensível a repetição do erro. Que o ambiente familiar dele não tenha sido flor que se cheire na infância (histórias cabulosas contou minha mãe) e que ele talvez tenha sido manipulado no decorrer do caminho, não foi aceitável ter minha palavra colocada em xeque.

Matei-o para deixar vivo quem me deu o privilégio de nascer corinthiano. Para ter o exemplo de alguém que saiu do nada e, junto da mulher, construiu um belo lar. Para deixar na lembrança aquele rapazote que, ao saber da notícia do filho que vinha por aí, tomou dos primos um banho com um espumante fedorento e riu, riu demais, teve uma das maiores alegrias.

Dizem que os verdadeiros ídolos são tão bons que sabem até mesmo a hora de morrer, e fazem isso ao pressentirem um risco de aprontar qualquer merda. Valho-me aqui de tal premissa. O meu pai em mim é só lembrança. Foi o jeito que encontrei de não sofrer, de não me martirizar e, principalmente, de levar adiante as coisas boas e frear o erro que vinha se repetindo. Aplico isso aos amigos e no amor, como forma de reconhecimento às pessoas que estão no meu caminho. Hoje eu vi o morto, e ele me fez entender que era preciso esclarecer a razão da sua partida.

13 novembro 2008

Passadas as eleições...


Bela sacada do repórter Diego Salmen, do Terra Magazine. Segundo a matéria, o dinheiro liberado pelo governador José Serra para alimentar a indústria automobilística - R$4 bilhões - daria para construir 13km de metrô, distância maior que a extensão da Linha Verde.

É nada mais que a comprovação de que a campanha de Kassab se tratava de uma mentira deslavada. Por que Kassab? Porque quem manda no Kassab é o Serra, obviamente. O Kassab é o Paulinho do Serra...

Não houve contestação, não houve questionamento de ninguém. Ao invés de incentivar o consumo de carros e piorar o trânsito (tudo sob a desculpa de manter empregos nas montadoras, o que não é verdade), o governo deveria criar postos de trabalho na construção do metrô. Isso movimentaria muito mais a economia e aí sim teríamos um enfrentamento da crise. Mas nosso sanguessuga gosta mesmo é de dar dinheiro para empresas privadas.

12 novembro 2008

A Juriti


Quase uma semana depois, escrevo o post relatando o evento em que se concretizou o encontro com os irmãos Falavigna e se acertou, inclusive, alguns poucos pontos do Jogo das Barricas. Não vou falar dos impropérios político-futebolísticos saídos das bocas dos presentes (também estiveram Filipe e Barneschi), uma vez que, na sobriedade, aquelas palavras radicais podem assustar os mais desavisados. Resumo este texto às impressões sobre o estabelecimento que serviu aos hunos e que atende pelo nome de A Juriti.

Primeiro, no entanto, é obrigatório falar do caminho para se chegar até ele. Horas antes, conversava via MSN com o Barneschi para pegar indicações, e o Barneschi é o cara mais indicado para isso porque ele tem duas obsessões: decorar o mapa da cidade de São Paulo (dessa eu compartilho) e saber de cabeça os itinerários dos ônibus e seus respectivos números de linha. O papo partiu daí e acabou na imortal discussão sobre a desonestidade da zona sul. Barneschi é morador do Ipiranga, um bairro abjeto que tem como grande glória estar no hino nacional (mas todos sabemos que o D.Pedro parou às margens do corregozinho para dar uma cagada, e só).

Devo dizer que a prosa havia tomado esse rumo porque o Raphael, que mora no Cambuci assim como o buteco, vociferou algumas verdades sobre o bairro do Barneschi e os dois começaram aquela viadagem de qual lugar era melhor. Eu, daqui da zona oeste (que não fede nem cheira) e grande admirador das maravilhas das zonas norte e leste, pensava: “se é na zona sul, é tudo uma grande merda”. Ainda meio desconfiado, saí do trampo, peguei o metrô e saltei na estação Vila Mariana.

Acontece que São Paulo é incompreensível aos mais desatentos. Por seu formato em L, é possível cruzar as quatro zonas da capital em poucos minutos, e mudar de uma para outra em questão de passos. Foi o que se sucedeu quando saí da referida estação e desci a Lins de Vasconcelos. No terceiro quarteirão já era possível sentir toda a atmosfera da zona leste.

Ao invés de tomar um ônibus no terminal (dica: 874T ou 478P), resolvi ir caminhando, já que o percurso duraria cerca de 15 minutos. Metros adiante do início da camelada, entrei numa padaria sob o comando de um portuga (e hoje isso não é pleonasmo, pois os coreanos estão dominando as padocas, mercadinhos e butecos) para comprar uma latinha. Por todo o caminho, um sem-número de barbeiros, despachantes, mecânicas e lojas de bugigangas enfeitavam a Lins, e dois estabelecimentos chamaram mais atenção. O primeiro, um butiquim dos mais vagabundos de um portuga mal-humorado (comprei outra latinha aqui, já que chegava mais ou menos na metade do trajeto). O segundo, um prédio de três andares abandonado que fica em frente à Sabesp, me deu vontade de ganhar na loteria só para restaurá-lo. Tudo isso provava que ali já não era zona sul. O Cambuci é leste violentamente.

Chegamos finalmente à Juriti. Na quase-esquina da Amarante com a Lins, vemos uma construção tímida se o olhar for de relance. Mas a pouca largura da fachada é compensada na profundidade do salão, todo ele revestido por um azulejo bege que grita: aqui é um lugar de respeito. Na entrada, mesas na calçada; na parte da frente, o balcão das preciosidades. Há de tudo: queijos, berinjela, batatinhas de casamento, mariscada e tantas outras pérolas para acompanhar a gelada Brahma. Fora os petiscos, o cardápio é rico. Ostras frescas, calabresa à Joana D’Arc (sim, incinerada), frango à passarinho regado de alho e uma fantástica rã à milanesa. Cuidando da assistência, garçons competentes, simpaticíssimos e quase infalíveis. Tudo isso a preços módicos.

Eis aí, meus caros, um dos maiores lugares da face da Terra.

11 novembro 2008

Se a gente que é pombo não fala...


Uma das primeiras lições que a gente aprende quando entra na faculdade de jornalismo diz respeito à responsabilidade da coisa publicada. Para garanti-la, é preciso ter como premissas uma boa apuração e a comprovação da informação com dados. Amarrando tudo isso, chega-se ao ponto crítico: a notícia beneficia ou não o bem-estar social?

Outra lição que também é repetida à exaustão: bom jornalismo se faz com suor, e não às custas de informações privilegiadas, já que elas provavelmente vão privilegiar aqueles que a forneceram. Por fim, temos ainda a questão do mercado de trabalho, e aí o bicho pega. Isso porque o QI – obviamente não me refiro ao quociente de inteligência – impera nas redações de veículos de maior alcance e, não raro, muita gente incompetente toma lugar de ótimos profissionais que, por sua vez, precisam se vender a subempregos para pagar as contas.

No jornalismo esportivo dos últimos tempos, destacou-se uma figurinha que vai contra todas essas orientações da profissão. Pudera, ele nunca pisou numa faculdade de comunicação para assistir a qualquer aula que fosse. O Juquinha se fez à base do QI, e em menos de 4 anos passou de pesquisador do arquivo da Abril para chefe de reportagem. Nenhum repórter na história do jornalismo teve ascensão tão meteórica. Mas eu não vou ficar aqui contando as posturas éticas do Juquinha, caracterizada pelo estilo camarão-que-dorme, nem falar de sua "vitoriosa carreira", porque isso está mais do que explícito. O que me preocupa são as gerações que vêm por aí...

Juquinha inaugurou em seu blogue um preguiçoso modo de escrever, baseado em frases curtas que abrem espaço para diversas interpretações - isso quando não passa semanas publicando textos alheios. Dizem os bastidores, inclusive, que ele é incapaz de escrever uma lauda com a devida correção gramatical. Nessas frases curtas e irresponsáveis, ele joga uma série de fofocas não comprovadas que ganham repercussão absurda por estarem no portal de maior audiência da internet brasileira. Tal preguiça na escrita, porém, ganhou adeptos, e a molecada admira o Juquinha como eu admiro caras do calibre de Mino Carta, Claudio Abramo, José Arbex Jr. e Aloysio Biondi. Todos eles, segundo os mais novos, “chatos” de ler.

Mas Juquinha tem o mínimo de consciência e resolveu dar um empurrãozinho na carreira de um papagaio de esgoto. Pegou no colo um estudante de jornalismo que escreve tão mal ou pior que ele e resolveu dar as merdas que não pode publicar por conta daquela responsabilidade citada no começo do post. Factóides, manobras políticas, esquemas pecaminosos de se obter informação: esse é o jeito de fazer jornalismo do Paulinho, tudo sob os olhos atentos do grão-mestre.

Já havia escrito algumas coisas sobre o Paulinho aqui, mas agora o acúmulo de absurdos transbordou. No post de hoje, o “jornalista da credibilidade” – como ele se auto-intitula - traz fotos pessoais e as utiliza como “prova” daquilo que quer denunciar. Isso lá é jeito de se conseguir informação?

E aí os meus pouquíssimos leitores devem estar perguntando: para que tudo isso? O motivo é simples. Este post é, na verdade, um apelo. Um apelo para essa molecada que adora o Juquinha e sua trupe. Acordem e usem o senso crítico. Não podemos acreditar em tudo que a gente lê, assiste e escuta. Não dá para aceitar alguém desse naipe vomitando o que quer por aí. Pior, é inadmissível esse tipo de gente ter espaço, divulgação e formar opinião.

Só um ignorante não enxerga o grande movimento dos barões da mídia que se arrasta há mais de século para impor os ideais de uma elite que determina o seu salário, o seu jeito de vestir e até mesmo o horário do jogo do seu time de coração. Ficaria triste em saber que os futuros colegas de profissão têm como ambição participar desse esquema sujo.

10 novembro 2008

Não é possível


Eu tento mudar a pauta vez ou outra por aqui, mas as coisas andam tão difíceis que não dá para deixar de falar de alguns fatos da nossa vida política e social. A última barbárie cometida contra a inteligência alheia apareceu no Globo:

"PF vai indiciar delegado do caso dantas por 5 crimes

A Polícia Federal deverá indiciar ainda esta semana o delegado Protógenes Queiroz, responsável pela operação que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, por cinco crimes: quebra de sigilo funcional, desobediência, usurpação de função pública, prevaricação e violação telefônica. Se condenado por todos os crimes, como deseja a própria PF, Protógenes pode pegar as penas mínimas, somadas, de três anos, seis meses e 15 dias de prisão."

Trata-se de uma bipolaridade absurda. Um presidente que vem combatendo a fome nas regiões mais pobres, que fez um mandato quebrador de recordes na geração de emprego e que colocou a inclusão social nas diretrizes do governo é o mesmo presidente que se cala e se omite perante o caso mais simbólico de combate à corrupção dos últimos tempos.

Aí eu fico imaginando na quantidade oceânica de saliva que eu venho gastando há 6 anos defendendo os avanços do governo Lula. E vou falar o que agora? Como justificar a proteção a Daniel Dantas por parte da Polícia Federal? Lula se cala diante do golpe contra ele, se cala diante das decisões absurdas do presidente do STF e se cala diante da imprensa que divulga tudo isso.

Meu presidente, por favor. Respeite seu povo e sua própria história.

09 novembro 2008

Corinthians 2008


Acabou.

"Se um dia
Meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar
Meu coração
Tem mania de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar"

EU SOU CORINTHIANS!

07 novembro 2008

Meia-boca


A tucanagem, na sua tarefa árdua de prejudicar o povo brasileiro, apresentou um projeto no Senado para limitar a meia-entrada entre segunda a quinta-feira. A proposta, segundo os autores, visa diminuir os preços nos cinemas, teatros, shows e eventos esportivos. Quando se trata de tucano, é sempre assim. Eles inventam uma desculpa que, aos olhos da moral e dos bons costumes, é linda. Na prática, porém, ou a coisa não se cumpre ou acontece de maneira totalmente oposta.

É bom lembrar, primeiramente, que esse rolo todo de meia-entrada tem origem na publicação da MP que tirou da UNE o controle da confecção das carteirinhas de identificação dos estudantes. Bancada por FHC e seu ministro Paulo Bernardo, a medida criou um mercado para predadores ganharem dinheiro e desestruturou o movimento estudantil ao retirar das entidades sua única fonte de renda.

A conseqüência dessa artimanha foi emissão desvairada de carteirinhas, toda ela feita sem nenhuma fiscalização e sem nenhum critério. Qualquer um apresentava um boleto falso numa pizzaria e saía com a sua identificação estudantil. E eu não vou ser hipócrita: fiz isso até ano passado.

Por quê? Porque isso é nada mais do que uma cadeia de acontecimentos. Com a farra do boi, os empresários resolveram aumentar os preços dos ingressos para não comprometer sua margem de lucro. Fazendo isso, mais gente passou a falsificar o documento. Com mais gente falsificando, mais meia-entrada na praça. E mais inflação nos preços.

Agora, as aves bicudas se vestem da cara-de-pau e resolvem interferir novamente na questão, usando um mecanismo ainda mais excludente. Mas quem me garante que os preços serão reduzidos? Quando o dólar estava nas nuvens, os shows internacionais ficaram caríssimos e também influenciaram os shows nacionais. Depois da queda da moeda norte-americana, esses valores diminuíram? Isso sem contar outra lei aprovada pelo PSDB que acabou com a consumação mínima em bares e casas noturnas. A desculpa do barateamento era a mesma, porém nosso bolso continuou esvaziando.

No meio dessa discussão, nem mesmo a UNE quer deter novamente o monopólio das carteirinhas. A UNE entende que o governo deveria regular a emissão do documento, mas repudia a proposta de restrição à meia-entrada por ela se tratar de medida contrária à democratização da cultura.

Por todo o bafafá, apenas uma certeza: eis uma boa hora para começarmos a falar sobre políticas públicas e subsídio para a cultura. Que o governo faça concorrência aos endinheirados que hoje bancam shows, peças e filmes, abrindo mais espaço para os artistas e utilizando as artes e o esporte como meio de inclusão.

06 novembro 2008

Pelas barbas do profeta


Vi hoje no UOL a notícia de que Silvio Luiz foi demitido da Band, no último pacote de reformulação da emissora dos Saad. Apesar do desvio clubístico de Silvio, ele era o último dos comunicadores que podemos considerar folclórico. Agora, está definitivamente decretada a imbecilidade como fio condutor da imprensa esportiva.

Silvio já estava meio de escanteio há algum tempo, tendo destaque apenas no Band Sports e raramente escalado para narrar jogos. Triste para quem, como eu, começou a assistir ao futebol no fim dos anos 80 e começo dos anos 90, e considera Silvio Luiz como um dos maiores locutores da TV.

Seus bordões eram impagáveis, assim como seu sarcasmo ao cobrir jogos desesperadores de ruins. Falava das coxinhas servidas na cabine, tirava sarro de comentaristas e repórteres, exagerava nas aberrações que aconteciam em campo. Mas, acima de tudo, fazia daquilo um espetáculo.

A Band, que já foi o canal do esporte, é perita em enterrar seus tesouros. Quem não lembra da época em que Silvio narrava o Paulistão e Januário de Oliveira (crueeeeeel) fazia jogos interessantíssimos como Entrerriense e Madureira pelo Campeonato Carioca? Ou de Alexandre Santos, com seu "apontou, guardou"? Tempos de ouro, quando o futebol ainda não estava tomado por bichices e frescuras...

A demissão de Silvio Luiz pode servir como o marco definitivo da tal modernização no esporte. Não há, nessa nova concepção de futebol, espaço para gente como ele. É preciso valorizar os sem alma que reproduzem fielmente o discursinho programado. Por isso mesmo que a Globo tomou a frente nas transmissões. Já repararam que, se algo dá errado, a emissora carioca não consegue trabalhar ao vivo? É tudo ensaiadinho.

Insisto na idéia: cabe a nós, blogueiros sem muito espaço e com muita vontade, construírmos uma nova mídia. Restaurar essa cobertura idealista e sem hipocrisia. Cafagestagem por cafagestagem, que façamos uma que seja honesta e apaixonada. E não essa que está aí, a serviço dos barões e dos aproveitadores.

05 novembro 2008

Da série imprensa de merda...


Mostra o Blog do Meu Saco, de André Falavigna:

Aprendendo a perguntar

Dá-lhe, jumentos! Hahahahahahaha...


Cuidado, Obama


A vitória de Barack Obama serviu para três coisas: a primeira foi ter tirado os republicanos do poder, e só isso já bastaria; a segunda foi a assunção de um negro ao cargo político mais relevante ao mundo ocidental; a terceira foi o reestabelecimento da força militante na campanha política, com ênfase na divulgação pela internet.

Sobre o ocaso republicano no cenário político mundial, trata-se de um enfraquecimento significativo do conservadorismo e seus discursos repletos de preconceitos. Mais ainda, abre espaço para que tenhamos um fiapo de esperança no que diz respeito ao comportamento dos EUA perante as outras potências do planeta e sua política externa no continente americano. Quem sabe, o fim dos embargos? Quem sabe, a aceitação dos pólos orientais, centrados na China? Quem sabe, a retirada de tropas do Iraque e o reconhecimento oficial do absurdo que foi a invasão? Quem sabe? Enquanto isso, São Paulo Kassab...

Perde o conservadorismo, ainda, porque temos uma figura negra no posto mais alto da república norte-americana. Negra e de origem pobre. O que automaticamente nos faz relacioná-lo ao Lula. É certamente um passo à frente na luta contra o racismo, mesmo com tanto a se fazer. Passado o pleito, no qual Obama não se vendeu como candidato da negritude, ele agora deve exaltar a cor de sua pele, lembrando sempre o que foi feito com a população afrodescendente nas Américas.

Não podemos esquecer, por fim, um dos pilares dessa vitória. A rede construída pela campanha de Obama no mybarack é algo inédito e fantástico. Criou-se uma mídia paralela, contraposta aos meios tradicionais - e, em sua maioria, conservadores republicanos -, para desmentir e desmoralizar cada tentativa de golpe via imprensa. Tal comportamento deveria servir de inspiração para todos os cantos do mundo que necessitam se desligar das amarras ideológicas impostas pelos conglomerados de comunicação. A internet consolidou-se como instrumento revolucionário.

Para o futuro, podemos esperar uma diplomacia moderada e uma intensa presença do Estado na economia interna, com viés comunitário. O que já é um avanço, pois retrai os ímpetos intervencionistas dos EUA. Obama, no entanto, deve se precaver, mantendo essa rede que o cerca e o protege. De novo recorrendo a Lula, em 2002 a mídia cortejava o presidente brasileiro. A trégua será igual na América do Norte. Mas, aos poucos, a coisa vai começar a apertar, principalmente porque esses figurões irão perceber que não são só eles os beneficiados pelo Estado. E aí, negão, tome crise! Oxalá Obama não se retraia como Lula, já que conta com sua própria fortaleza midiática, e retruque com a força necessária.

04 novembro 2008

A censura se expande


Os registros de censura pela internet brotam como espinhas em rostos adolescentes. Aqui por essa humilde e combativa rede de blogues, tivemos o caso do Cruz de Savóia, além de meu fotolog. Já o mestre Sérgio Amadeu denunciou a apreensão arbitrária de um servidor de pesquisadores da Unicamp. Mais recente é o apagão no blogue do delegado Roberto Conde Guerra, um dos pontos de referência na greve dos policiais civis e forte crítico da administração de José Serra. E teve ainda a famosa eliminação de Paulo Henrique Amorim do iG.

O jeito de agir é muito semelhante em todos os casos. Os interesses em jogo também. Tiram do ar, indiscriminadamente, todo o conteúdo do endereço. Arquivos, histórias, pensamentos, tudo vai para o espaço e vira mera lembrança, num ato embasado por argumentos frágeis. O Cruz de Savóia era "blog-spam", o meu fotolog "violou as regras de funcionamento", o servidor na Unicamp foi apreendido sem determinação judicial, no caso do delegado não se sabe o motivo e o PHA "não tinha apelo comercial" (sendo o Conversa Afiada a página mais vista do portal, segundo dados do próprio iG).

Tanto o pessoal da Unicamp - cujo trabalho era alimentar uma rede social de troca de informações - quanto os outros endereços tratavam de assuntos ignorados pela grande imprensa. Ignorância interesseira, obviamente. Havia sempre denúncias contra os poderosos conservadores e contra os aproveitadores que se utilizam da mídia subserviente e vendida, além da defesa de idéias que, ao senso comum, sempre foram tachadas de esquizofrênicas.

O que nos leva em direção ao projeto de autoria do senador Eduardo Azeredo, que tramita no Congresso e propõe um controle excessivo e desnecessário à internet. Para se ter uma idéia, será transformado em crime a troca de arquivos no esquema P2P, feita aos baldes pela rede. No mesmo balaio entram as restrições durante a campanha política desse ano, que retirou o caráter democrático da divulgação na web.

É preciso, por conta de tudo isso, um levante organizado contra esses abusos. A internet tem como principal característica sua liberdade de criação, expressão e formatação. Não é possível aceitar que um território ainda sem leis seja dominado pela mesma gentinha que já coloca suas mãos sobre a mídia tradicional e excludente. Porque é esse o principal objetivo do silencioso, sagaz e traiçoeiro cerceamento à informação: expansão de negócios via tecnologia.

Corinthians do povo


É preciso que o corinthiano entenda e conheça toda a história que move essa grande nação. Saber o porquê de gritar "time do povo" nas arquibancadas e o quanto foi penoso chegar onde chegamos. Penoso, porém honroso e, principalmente, glorioso. Honra e glória são coisas da várzea, e hoje estão sendo colocadas de lado, em um futebol cada vez mais cheio de frescuras e tribunais desportivos.

Com a competência que se faz necessária para a tarefa, o Filipe mandou esse petardo sobre os primeiros anos do Corinthians. Anos de luta e de superação de um povo que tinha um sonho.

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03 novembro 2008

Se gritar pega ladrão


Ano passado, quando aconteceu a tragédia do dia 02 de dezembro, muitos "corinthianos" acreditavam que, afinal de contas, o rebaixamento seria positivo pois iria afastar os ladrões do Parque São Jorge. Diziam que não havia mais espaço para administrações como a do velho gagá e que era chegada a hora da transparência, comprando mais uma idéia de marquetim do Sanchez. De volta ao nosso lugar de direito, pergunto a esses imbecis: mudou o quê?

Recebi por e-mail a seguinte mensagem do Filipe, alertando sobre o texto do edital de convocação para reunião extraordinária do CORI, a ser realizada nesta próxima terça-feira: "Deliberação do CD diante da recomendação do CORI sobre tomada de medidas mais severas relacionadas com o contrato SCCP e MSI".

Eis a prova, corinthianos do meu Brasil, de que nada mudou de fato. Conforme falávamos aqui desde quando o Sanchez assumiu, foi-se o velho, ficou a corja. Há uma imundice que ainda habita as salas ar-condicionadas do Coringão e ela precisa ser expulsa de lá.

Desde a saída do gagá e o suposto fim da parceria - e vemos que fim não houve, já que há necessidade de discussão no Conselho Deliberativo - eu venho alertando que a gente está dormindo para as coisas que acontecem no Corinthians. O recente lance do Senger de retirar penalidades mais duras a Dualib e Nesi prova que, passado tsunami administrativo, a diretoria continua seu modus operandi e esconde suas medidas anticorinthianas no embalo da campanha da série b.

Acreditem, corinthianos, que só a democracia plena irá colocar no comando do clube aqueles que amam o Timão. Essa mudança no estatuto foi branda, não trouxe a reformulação profunda que necessitávamos e que era totalmente viável naquele momento de extrema turbulência. Aproveitemos, então, esses últimos dois jogos para protestar. Elevemos novamente a voz das arquibancadas contra essa diretoria. Lembrem-se, enfim, que o relógio corre e o nosso centenário está aí. E o mínimo que devemos ter é um centenário digno da história do Corinthians.

Por fim, deixo aqui o link do que eu falei em 08 de agosto de 2007. Era uma sugestão do que deveríamos ter feito. Ainda é uma sugestão do que devemos fazer, antes que seja tarde.