12 maio 2006

Rollin` on the river


Creedence Clearwater Revisited é sempre garantia de, no mínimo, diversão. Nesta quinta, 10/05, os caras voltaram pela quarta vez ao país, se não me engano. Da formação original, só o batera Doug "Cosmo" Clifford e o baixista Stu Cook. Completam o time os competentes Steve Gunner (tocando um monte de coisa) e o guitarrista Tal Morris. Mas um capítulo à parte é o vocalista John Tristao, um sujeito bonachão, gigante - parece o pugilista Butterbean, detentor do recorde de nocaute mais rápido, com 3,8 segundos - e com um timbre de voz idêntico a de Johh Fogerty, primeiro vocalista e um dos fundadores do grupo, a essa época com a alcunha de Revival.

Esse é um daqueles shows em que você conhece praticamente todas as músicas. Quem nunca ouviu ao menos uma canção do Creedence é porque esteve em coma nos últimos 40 anos. Hit após hit, você vê um monte de marmanjo se emocionando com "Long as I can see the light". Ou lembrando de seus primeiros acordes na guitarra com a já manjada "Have you ever seen the rain".

Faço aqui algumas ressalvas. O Credicard Hall, onde aconteceu a apresentação, é realmente a pior casa de shows paulistana, disparado. Som péssimo em certos locais, acesso precário, estacionamento caríssimo... Tudo isso somado ao fato de sermos obrigados a consumir uma lata de Schincariol ao preço absurdo de R$ 5. Mesmo assim, o local não conseguiu dar fim à mágica sessentista que se espalhou por lá.

Críticas ao saudosismo à parte, não tem como negar que o Creedence é presença garantida naquele CD da trilha sonora de nossas vidas. Extremismos como o caso do jogador que apareceu no Guarani de Campinas com o nome da banda são exemplos disso. Sim, o baianão se chamava Creedence Clearwater! De todo modo, o CCR é um patrimônio musical da humanidade, que eu alinho com certeza aos Beatles, Hendrix, Ramones e Mutantes, entre outros.

Aí hoje eu leio mais uma matéria sobre Nirvana. Ainda tentando me convencer de que o trio de Seattle fora algo revolucionário. Será? Pra mim não dá nem comparar com os supracitados...

Um comentário:

evita disse...

vc escreve tão jornalisticamente

eu bem sabia q vc iria comentar algo, mas esperava ago tipo: caralho, foi foda!

urrú, show animal!

sou sua fã!