05 fevereiro 2007

É hora do show



Mais uma lista, mais memórias. Outro dia publiquei alguns dos meus filmes favoritos, produções que marcaram minha vida. Falarei agora dos melhores shows a que já assisti. Lembrando de novo que não há ordem de preferência e que ausências serão fato.

1) The Ramones - 1996: O último show em terras tupiniquins da melhor banda que já pisou no planeta depois dos Beatles. Emocionante do começo ao fim, acredito ter sido essa minha primeira experiência com drogas, só que sem drogas. Foi a hora e meia mais rápida da minha vida. Uma imagem me marca cada vez que lembro desse show. Depois de acenderem as luzes do finado Olympia, milhares de órfãos como eu sentaram-se no chão. E choraram como se tivessem perdido sua razão de viver.

2) AC/DC - 1996: Os caras conseguiram lotar o Pacaembu menos de um mês depois de um Monsters of Rock com o Iron Maiden como headliner. E foram duas horas do puro rock 'n' roll, muita paulada na orelha e uma apresentação cheia de adrenalina. Fora isso, tive a sorte de encontrar na pista o Casagrande. E o melhor de tudo: fui de graça!

3) Viper - 2001: Depois de um longo hiato, a maior banda de heavy metal do Brasil estava de volta. Para os fãs, que àquela época não devia passar dos 500, foi uma verdadeira comoção. Afinal, todos já davam como certo que nunca mais teríamos um show do grupo. Porém, no dia 24 de maio de 2001, eles subiram ao palco do antigo Palace para anunciar que estavam de volta. Marmanjos choravam em bicas nesse dia.

4) Men at Work - 2000: Praia e Men at Work são a combinação perfeita. E o show dos australianos foi algo que, a princípio, via com certo receio. Não sabia como estava a forma dos velhinhos. Mas o que era dúvida se mostrou uma apresentação impecável, com clássico atrás de clássico. Tudo isso na beira do mar e debaixo de uma chuva que refrescava o calor típico do mês de janeiro.

5) Samba em Quatro Tempos - 2005: Capitaneado pelo bamba Nei Lopes, o projeto trouxe a São Paulo grandes nomes do samba carioca. Estiveram por aqui Dunga, Luiz Carlos da Vila e Diogo Nogueira, entre outros, cantando clássicos do gênero. A parte mais impressionante foi ver Diogo cantando "Espelho", de seu pai, João Nogueira. Ao fim da música, todos os presentes no teatro do Sesc Pinheiros choravam. Um dia de glória para o mais brasileiro dos ritmos.

6) Kiss - 1999: O sonho dos sonhos. Minha primeira paixão musical foi pelos quatro mascarados. Meu primeiro LP foi "Hotter than Hell". E desde criança queria estar no meio daquele circo todo. Em 1994, eles estiveram por aqui, mas não pude ir. Na outra turnê, a formação original estava de volta. Sim, com as pinturas e tudo. Na abertura da apresentação, a cena antológica. Os quatro surgem por detrás do pano e só se vê as sombras. Aos primeiros acordes de "Shout it Out Loud", não contive o pranto e chorei por quase 4 músicas.

7) Pet Shop Boys - 2004: Outro daqueles que você vai mais pelo nome e não esperando muito. Boatos diziam que seria, na verdade, um DJ set. No fim, os ingleses vieram até com banda e fizeram um dos melhores shows do TIM Festival daquele ano. E olha que tinha gente como Primal Scream. O duo despejava hit atrás de hit, para delírio das bibas e bolachas que eram maioria na pista. Na época, estava sofrendo uma crise alérgica e tomava dois remédios. A bula dizia para não misturar com álcool. Comprovei a veracidade dos fatos quando, ao tomar o segundo copo de cerveja, não senti mais os pés...

8) Camisa de Vênus - 1997: Se o Kiss foi minha primeira paixão musical, o Camisa era a amante. O segundo LP que eu ganhei foi "Batalhões de Estranhos", que tinha uma enxurrada de clássicos e uma capa macabra. Nesse show, no Palace, Marcelo Nova juntou seus velhos companheiros Robério Santana e Karl Hummell e colocou na guitarra ninguém menos que Luiz Carlini. O resultado foi uma apresentação histórica. Na época, tinha 16 anos e, pelo que me lembre, foi o primeiro show que assisti totalmente embriagado.

9) Sepultura - 1996: A banda brasileira de maior destaque no cenário internacional estava no auge. A turnê era do álbum "Roots" e trazia a mistura do trash metal com batuques e influências do Brasil. E a apresentação do Olympia foi, na verdade, um ritual. A ar era pesado e tenso, mas de uma maneira positiva. A cada acorde, uma porrada na orelha. E foi a última apresentação da banda com a formação clássica e até hoje insuperável. Para completar, a abertura foi de ninguém menos que Ratos de Porão.

10) Pearl Jam - 2005: Foram mais de dez anos esperando. Rotulada como "banda grunge", a trupe liderada por Eddie Vedder foi a única da geração Seattle que me arrancou mais do que o comentário "legal". Me lembro até hoje da primeira vez que ouvi "Even Flow". E a apresentação no Pacaembu foi o fim de uma espera sebastiana. Não precisa nem falar que eu chorei...

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Em tempo: tem shows que eu preciso ver antes de morrer. Erasure, V.Spy S.Spy e Aerosmith. Este último, dizem, vem para cá em abril, ao lado de Velvet Revolver. A ver...


4 comentários:

evaodocaminhao disse...

A-ha


ahahahahahaahahahahaha

Barneschi disse...

E tem Pet Shop Boys logo mais de novo. Você vai?

Filipe disse...

O primeiro da lista é o PRIMEIRO de todas as listas.
Apoiado!!!

Filipe disse...

Vai hoje?
Me encontra na bateria, um pouco mais pra esquerda que é pra ter uma visão melhor do campo. entre a bateria e a 1ª grade da escada.
...E VAI CORINTHIANS!!!

Abraço.