07 fevereiro 2011

Corinthians em III atos


I - O clássico:

O resultado diante da porcada tem implicações que não podem mascarar nossa realidade, mas também não devem ser ignoradas. Nem esse bando de vagabundo consegue minimizar a alegria de destruir os verdes e mostrar que o Pacaembu é sim a nossa casa. Apesar do rival ter sido maioria esmagadora - é preciso lembrar, porém, que só o Corinthians coloca mais de 30 mil em clássico por lá -, o barulho alvinegro comprovou a máxima "quem manda nessa porra é a torcida do Timão". O risinho da quinta sumiu no domingo e o corinthiano que foi ao Pacaembu dormiu com a sensação de dever cumprido.

Mais: ficou provado, A + B, que não precisamos de ex-jogadores em campo. O nojento, o sujo Gordo e sua claque de imbecis não fazem a menor falta e não voltar nunca mais ao Templo Sagrado. Quem estiver a fim de festa, favor dirigir-se a outros clubes que possuem essa faceta, porque no Timão o futebol deve ser levado a sério.

São dois anos de hegemonia no derby, apesar de tudo e de muitos. Apesar de Tite. Apesar de Andrés. Apesar de Gordo e filhos da puta agregados. Fora com todos eles, AQUI É CORINTHIANS!

II - Os "marginais":

Eis que no sábado a torcida retomou seu papel e foi ao CT tocar o terror necessário para colocar o Corinthians de volta aos eixos. Antes mesmo de qualquer avaliação compromissada com o factual, a imprensa abutre já estampava nas manchetes o serviço dos "vândalos e marginais", com sua "violência desnecessária". Ora, corinthiano, esses carniceiros querem convencer você a não ir ao estádio por puro interesse do patrão, de olho nas vendas de publicidade nas transmissões e no pay-per-view. Querem despolitizar o povo, como fizeram durante todo o regime militar, para depois se transvestir de arautos da moralidade e cobrar consciência e engajamento.

O ápice dessa campanha sórdida, aliás, é o circo de Flávio Prado, esse arremedo de jornalista que, curiosamente, não pisa em estádios há um bom tempo. Seu programa, mesmo visto por quase ninguém, ainda tem certo impacto por trazer reproduzir intensamente o discurso reacionário do dito "torcedor comum" (que, registre-se, abandonou o Corinthians e não foi ao clássico). O grande problema é definir como violência o que deveria ser chamado de mera reação. Violência de verdade é desrespeitar um manto que recebeu litros de suor para se tornar o gigante que é. Violência é tratar o futebol como produto e o elitizar, é usar uma instituição gloriosa para enriquecimento ilícito. Violência é se apropriar indevidamente da paixão de milhões.

Nesse meio tempo, a torcida vem debatendo e levantaram a hipótese de não comparecer ao clássico nem aos demais jogos. A meu ver, faríamos exatamente o que querem os vagabundos. Querem também boicotar produtos de patrocinadores, como se isso fosse afetar contratos cujos interesses são todos, menos o impacto em vendas - duvido que tenha havido qualquer incremento no faturamento das empresas que estampam seu nome na vestimenta do time. Sugeriram até boicotar o Fiel Torcedor, o único direito adquirido pela torcida nessa gestão lamentável. Levando adiante tais sugestões, aí sim estaríamos cometendo a maior das violências, absorvendo a visão mercantilista do esporte, ao mesmo tempo em que exterminaríamos nossa característica de construção contínua do clube a partir do povo das arquibancadas. A bandeira máxima, o nosso norte, precisa ser a ampla participação dentro do Parque São Jorge e, no momento, a única maneira viável para chegarmos lá é forçar via porrada.

III - Morte:

A morte de William Morais para mim foi um baque. Nunca o vi a não ser em campo, defendendo o Coringão, mas a maneira como o troço aconteceu e o período conturbado pelo qual estamos passando deixou as coisas mais tristes. Sem querer me aproveitar da tragédia, é bem sensato afirmar que há alguns assassinos indiretos, desde Mano Menezes até Tite, passando também pela diretoria. Esse moleque era para ser nosso camisa 9 desde o ano passado, mas sua, digamos, incompatibilidade com o banco de negócios que hoje toma conta do clube fez com que ele acabasse emprestado. Todos, todos vocês, crápulas, devem prestar contas à família desse garoto. Daqui de baixo, a família corinthiana pede para São Jorge recebê-lo em boa conta.

CORINTHIANS! CORINTHIANS! CORINTHIANS!

4 comentários:

Corinthiano disse...

Eles querem nos calar, mas isso não vão conseguir, aqui é Corinthians! E os covardes que abandonaram não só o time, mas o Coringão, nesse momento deve rasgar a camisa do "Nunca vou te abandonar". Ouvi nego dizer que estão protestando pelo valor dos ingressos, mas os ingresso via FT estão saindo por R$ 15,00, tá errado né? Nego fica puto e desiludido por não participar de um torneio dito principal e cai naquele papinho de juquinhas que o regional não tem graça e outras bobeiras e utiliza um monte de mentiras para fugir do estádio e quando o maior motivo ainda estará lá, o CORINTHIANS!

Abraços!

Filipe disse...

Que São Jorge o tenha!

No mais, a esquizofrenia engole o próprio rabo.

E no Pacaembu, na história dos Derbys, é tudo sempre nosso. Na última década também. E essa década começou com o melhor placar possível; 1 a 0 aos 37 do 2º tempo.

AQUI É CORINTHIANS!!!

Paulo disse...

Não concordo que a unica maneira seja na porrada,torna-se sócios do corinthians e participar politicamente dentro do clube. A administração Andres será uma catastrofe ao final, mas pq só agora ocorreu a indignação, por causa da libertadores, uma bosta de titulo que não fará o Corinthians nem maior nem menor, na verdade percebo que muito querem ganhar a libertadores mais para deixarem as outras torcidas sem argumentos. Quero que a Libertadores se exploda, o importante é o Corinthians. Quanto ao Gordo, trouxeram um ex atleta com grande marketing, ele jogaria apenas por uma tempoada, sabia que este seria seu limite, mas a ganancia dele e da diretoria foi maior. Com relação ao preço dos ingressos, acho uma situação complicada, pois time pra ganhar titulo custa caro e ingresso a 20,00 como era antigamente é impraticável.

Paulo disse...

Saudações Corinthians.