07 fevereiro 2008

Esqueceram...


O Carnaval passou, a quarta de cinzas acabou. Mas esqueceram...

Esqueceram de avisar a uma multidão que o Cordão do Bola Preta e seus 90 anos é uma instituição brasileira, mesmo sem nenhum incentivo de ordem governamental. Esqueceram que quando junta um bando de gente disposta a beber, viver as alegrias e sair pelas ruas cantando, a coisa fica bonita demais.

Esqueceram de avisar aos usurpadores da alma do povo que, mesmo com uma tormenta sobre o Rio de Janeiro, o Cordão do Boitatá saiu e ficou lá o dia inteiro. Esqueceram que na Praça XV os foliões, encharcados e sem lugar para mijar, estavam extremamente felizes.



Esqueceram da Portela e do Salgueiro, da Unidos da Vila Maria e da minha Peruche. Todas elas, campeãs do Carnaval para quem realmente interessa: o povo. Esqueceram de trazer o Império Serrano à festa principal (mas ano que vem, ele está de volta).

Esqueceram de falar que, numa súbita vontade de farrear, meia-dúzia de gatos pingados saem por ruas de terra batendo panelas e cantando, nem que seja só para a alegria deles e de mais outra meia-dúzia.

Esquecendo, fazem o povo esquecer. Mas tem muita gente por aí pra fazer lembrar. Lembrar que, no Carnaval, as coisas são do jeito que o povo quer!

01 fevereiro 2008

Ao Rio de Janeiro


Desloco-me pela BR-116 em direção à Cidade Maravilhosa.

Desligo-me do mundo a partir de agora e só volto à realidade na quarta-feira de cinzas.

Beberei toda a Baía de Guanabara e um pouquinho do mar de Copacabana.

Vou pro Bola, meu bem...


31 janeiro 2008

É o fim do mundo


Camisa roxa? Mudança no símbolo?

SANCHEZ, VAI TOMAR NO TEU CU!

Aqui é Corinthians.

O uniforme do Corinthians é Camisa Branca ou Preta Listrada. O resto é zica ou sacanagem com a torcida.

FORA SANCHEZ!


29 janeiro 2008

Choram muito


Eu até ia ficar quieto sobre os tais lances polêmicos do último domingo no jogo contra elas. Mas expressarei algumas coisas pontuais novamente, porque há muita baboseira sendo dita e muita coisa certa esquecida, principalmente pelo anão-de-jardim.

1) não foi pênalti (o dagoberto colocou o pé na frente do chute do Chicão, forçando a situação) e foi falta no William (o pinguço empurrou o zagueiro com a mão esquerda). Só não vê isso quem não quer;

2) todos os entrevistados do time de morumbi estão falando coisas do árbitro como "mal-intencionado, vergonhoso etc." Pois bem. Ano passado a TV flagrou o Finazzi fazendo um gesto com a mão que o juiz não viu e pegou dois jogos. O Valdívia, na rodada retrasada, levou amarelo porque apanhou. E elas? Não vão ser punidas pelo STJD por causa disso?

3) ano passado, elas ganharam 12 (12!!!) pontos decorrentes de erros de arbitragem a favor. Ninguém falou nada e elas não pediram cabeça de árbitro nenhum;

4) o Corinthians jogou melhor. Como se recusam a aceitar que a gente foi melhor, criam factóides para desviar a atenção para esse fato;

5) quem foi prejudicado foi o Corinthians, porque o joílson e o bicharlyson tinham que ter sido expulsos;

Como eu disse, só não vê quem não quer.


28 janeiro 2008

O cheiro do Carnaval...


"Vou beijar-te agora
não me leve a mal
Hoje é Carnaval".

(Zé Kéti)

Dizem que algumas músicas nos remetem tanto a um período de nossa vida que a gente sente cheiro e vê luzes e cores ao escutar os primeiros acordes. Essa música maravilhosa de Zé Kéti, compositor magnífico, é minha canção para a folia de fevereiro. Apesar de falar de amor, não me faz lembrar de ninguém, mas sim da data especificamente. É o amor pelo Carnaval.

Lembro de, quando criança, ficar com um brilho nos olhos diferente ao ver aqueles bailes, aquele povo todo cantando marchinhas em blocos, as pessoas nas ruas alegres como um quê. E "Máscara Negra" é o símbolo de tudo isso para mim. Naquele tempo, não via a hora de crescer para, liberto, cair na farra.

Nesse ano, passarei (enfim) o Carnaval na Cidade Maravilhosa. É lá que, provavelmente, irei cantar à cidade: "Eu sou aquele pierrot que te abraçou, que te beijou". Mesmo nunca tendo pisado no Bola Preta (coisa classificada em email recente pelo mestre Edu Goldenberg como grave falha de caráter). Será o maior Carnaval do mundo e das nossas vidas - prometo, Evinha!

Há coisa de 10 anos, estava eu fuçando as músicas de Adoniran Barbosa (outro dos grandes). Deparei-me com a música "Vila Esperança", que me trouxe a mesma sensação de "Máscara Negra" - e que também me fez lembrar do filme "Bar Esperança", todinho ele envolto em confete e serpentina. Deixo aqui a letra para vocês.

Respirem. Cheirem. Vejam. Inspirem-se para a farra momesca.

"Vila Esperança,
foi lá que eu passei
o meu primeiro Carnaval
Vila Esperança,
foi lá que eu conheci
Maria Rosa, meu primeiro amor

Como fui feliz naquele fevereiro
pois tudo para mim era primeiro.
Primeira Rosa, primeira esperança
primeiro Carnaval, primeiro amor criança.

Numa volta no salão ela me olhou
Eu envolvi seu corpo em serpentina
E tive a alegria que tem todo pierrôt
ao ver que descobriu sua colombina.

O Carnaval passou,
levou a minha Rosa
levou minha esperança
levou o amor criança
levou minha Maria
levou minha alegria
levou a fantasia
e só deixou uma lembrança."

(Adoniran Barbosa)


21 janeiro 2008

O balde de água


Veio mais rápido do que esperava o balde de água fria sobre a torcida corinthiana. Empolgados com a vitória de 3 a 0 sobre o Guarani na estréia do Paulistão, os torcedores já vislumbravam grandes apresentações. Talvez motivados pela "renovação" do elenco, com 13 caras novas. E renovação está entre aspas, porque o critério não houve.

O time ainda é incógnita. É certo que Acosta irá, no mínimo, desempenhar papel muito melhor do que Ailton, Gustavo Nery, Heverton (ele ainda está lá...) e outros tantos cabeças de bagre que apareceram pelo meio-campo do Corinthians nos últimos anos. Mas a derrota para a mentira do ABC só mostrou que nada ainda está arrumado.

De concreto mesmo, só dá para ver que a zaga é qualificada. Os dois beques são infinitamente superiores que seus antecessores. Até porque ser melhor que Betão e Zelão... E tem aqueles que já são eternas promessas, como Bruno Octávio (isso é nome de jogador?) e Lulinha, o pé-murcho e cagão. Esse último, aliás, deveria ter sido vendido ano passado. Ao menos entrava um dinheiro.

Aos otimistas, lembro o seguinte: estamos na segunda divisão! Já estava mais do que na hora desse zé-povinho entender isso e acordar. Não adianta nada comprar camiseta do Sanchez (fora!) e ficar sentado com a bunda no sofá. Tem que comparecer e fazer o time jogar, nem que seja na marra.

Finalizando, é fato que agora temos um técnico. Assistindo ao jogo de ontem, comentei após o terceiro chute espalmado pelo goleiro na área: "esse merda desse Finazzi não pega uma sobra". Hoje, vendo entrevista do Mano Menezes, escutei as exatas mesmas palavras. Bom sinal. É um técnico que vê o que acontece em campo, ao invés de só teorizar. Que ele tome providências.

OU JOGA POR AMOR, OU JOGA POR TERROR!


16 janeiro 2008

Noite de Corinthians


Ontem foi noite de Corinthians. Ontem, depois de tempos, eu vi o Corinthians jogar. Por quê? Viradas como a que fez a molecada na Copinha são dignas de Corinthians. Sair perdendo por 2x0 e virar o jogo em 20 minutos é coisa do time de Pq. São Jorge.

Talvez inspirado pela foto postada pelo Filipe, torci como um imbecil pela molecada. Xinguei muito no primeiro tempo, é verdade. Mas porque mereceram. Moleque é foda, e entra em campo achando que vai ganhar só pela camisa. No intervalo, o Ladeira deve ter enfiado a mão na cara deles e o time voltou outro.

Voltando à foto, lembrei dos tempos áureos da arquibancada. Época em que eu, levado pelo meu primo, me apaixonei pela Fiel. Era uma quarta-feira, no ano de 93. Corinthians e Noroeste de Bauru. 2x0 Coringão. Geralmente - e quando chegava cedo -, ficava entre a Explosão Coração Corinthiano e a Gaviões da Fiel. E debaixo de um mar de bandeiras, hoje proibidas por motivos mais que desonestos.

Às vezes, quando o Corinthians abria larga vantagem no placar, saíamos caminhando ao lado do alambrado, esquecendo do jogo e fazendo festa. Não havia coisa mais bonita que o Pacaembu lotado, com aquele povo fazendo seu carnavalo fora de época.

Hoje, tristemente, a molecada perdeu esse valor. Hoje, temos que jogar no morumbi, aquela coisa fria e européia. Que o time da Copinha e a geração 90 inspire esse time profissional, que terá um 2008 de lutas. E quem sabe de conquistas.

Amanhã começa o ano do Corinthiano.


11 janeiro 2008

Roubo no Masp? Sei...


Minha mente insana já tinha pensado nisso. Hoje, quando vi as filas na porta do Masp mais ainda. E minha irmã me falando a mesma coisa no msn comprovou que eu posso estar louco, mas não estou louco sozinho.

Sempre digo que acredito nas mais improváveis teorias conspiratórias (tipo, que o homem não foi à Lua, que há uma face na superfície de Marte, que o João Goulart e o JK foram assassinados...) e essa pode ser minha nova. Ocorre que houve o furto de duas telas no Museu de Arte de São Paulo. Picasso e Portinari, dois ícones da arte moderna.

O negócio foi feito muito nas coxas e, mais tarde, descobriu-se que o Masp não tinha nenhum artifício de segurança e que quem fazia vigilância do lugar não era segurança de fato. Até aí tudo bem, porque o museu sofre uma crise de gestão há mais de década. Dívidas enormes e uma parca utilização do espaço, que nunca é a primeira opção para receber as principais exposições de São Paulo.

Aí, menos de um mês depois, prendem dois caboclos em Ferraz de Vasconcelos (Grande SP e na casa do caralho), um com passagem na polícia por roubo de automóveis, e encontram as telas. Bonitinhas, inteirinhas. A investigação conclui que um russo seria o comprador das obras.

Pergunta: como um russo iria pegar seu telefone, meter um DDI para Ferraz de Vasconcelos e falar com dois caboclo? Mais fácil eu aprender japonês...

Vendo as filas na porta do Masp na inauguração de uma exposição, e também vendo na mídia que a prefeitura pode passar a tomar conta do negócio, concluí que meu pensamento insando estava certo. Facilmente, a diretoria do Masp contratou os maninhos, deu a fita toda de onde entrar e sair e quais quadros pegar. Depois, trouxe tudo de volta e soltou uma grana boa pra família dos caboclo. Jogou a bomba no colo do poder público e ainda é prestigiada pela burguesia paulistana, que demonstra todo seu "carinho e afeto" pela instituição, com uma visita em massa.

Tô viajando demais???

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E outra coisa que tinha pensado mas não tinha falado pra ninguém. O tal Betão fez uma placa agradecendo o Corinthians por tudo. E aí hoje vem a notícia: "Betão promete comemoração caso marque gol contra Corinthians".

Primeiro: tem que fazer o gol. Segundo: enfia a placa no meio do teu cu, seu safado!


08 janeiro 2008

Que bonitinho


Aproveitando o embalo, vejam que release bonitinho que eu recebi, mostrando inconformadas Xuxa e Galisteu:

"Xuxa e Adriane Galisteu desabafam com Amaury Jr.

O Programa Amaury Jr dessa terça-feira (08) leva ao ar duas entrevistas imperdíveis: uma com a apresentadora Xuxa e outra com Adriane Galisteu.

Amaury exibe um protesto veemente com a apresentadora Xuxa. De férias na Disney com a filha Sasha, ela concedeu uma entrevista corajosa onde acusa a televisão brasileira de não dar atenção para as crianças e quando dá pensa primeiro em retorno financeiro e em índices de audiência, jamais na educação. Xuxa deixou bem claro que acha um absurdo o pequeno número de programas infantis e o exagero de desenhos animados importados. Em seu protesto, clamou para que a televisão brasileira faça para as crianças o que a escola pública não faz: divertir sem um tom professoral e chato.

Ainda na Disney, Amaury entrevistou a apresentadora Adriana Galisteu que, novamente, aproveitou para espetar Silvio Santos: “Sou a telefonista mais cara do SBT (‘Alô, é Adriane Galisteu, quem fala?’). Eu quero fazer as coisas e o Silvio não me deixa, mas ele fala e eu obedeço. Eu sou o lado mais fraco de tudo isso. O fato é que eu gosto de trabalhar. Gostaria de trabalhar mais para o Silvio e estar mais feliz”


Atentem para o detalhe Disney...


Lindo, não?



O conformismo assustador


Começo o ano de 2008 com um post um tanto quanto azedo. Discutíamos no blog do Barneschi em torno de um texto - muito bom, por sinal - que tratava da profissionalização extremada do futebol inglês, processo o qual levou a uma extrema marginalização tanto de clubes que estão fora da panelinha quanto de torcedores, os verdadeiros torcedores. Para se ter uma idéia do absurdo, o torcedor comum só consegue ingresso (e a 32 libras, ou R$128) se os detentores da carteira permanente e sócios-torcedores, que pagam quantias astronômicas, deixarem alguma sobra.

Pois bem. Lá pelas tantas, vem um caboclo dizendo que tudo isso é necessário para a existência do clube, enchendo a boca para valorizar a lei de mercado, e que devíamos mesmo é seguir o exemplo. Tal processo já engatinha aqui no Brasil, haja vista as reformas em estádios para abrigar a Copa 2014 (data do fim do futebol brasileiro em definitivo) e as campanhas de marketing a rodo pelos clubes.

Aí pode vir o questionamento: japonês, você não tem uma camisa do Corinthians? Tenho, sim. Mas isso não tem nada a ver com mercantilização. Aliás, defendo que um clube deve ter 3 fontes de renda - os ingressos dos jogos, o patrocínio na camisa e a venda dessa camisa. E só. O resto, como cotas de TV e possíveis parceiros (argh!), tem que ser lucro e não influenciar uma vírgula na conduta da administração. É a receita para sustentar as contas, até porque clubes são entidades sem fins lucrativos.

Radical ou não, isso impõe uma certa liberdade aos clubes, ao mesmo tempo em que se valoriza algo praticamente extinto hoje em dia nos modelos de gestão: alma e paixão pela agremiação. Porém, a intensa martelação do conceito de clube-empresa e a idéia de "exemplo administrativo" como forma de glorificação já colhe seus frutos e nos presenteia com pensamentos conformistas semelhantes ao citado acima.

O conformismo, ainda, não está só no futebol. Discursos como "política eu não discuto" comprovam isso. A grande mídia conservadora, iconizada por Globo Comunicações, Grupo Folha e Editora Abril, dá risos largos ao ver suas premissas espalhadas pelos principais centros econômicos do país, cujos resultados são revelados em 16 anos de tucanato em SP, por exemplo. Já assistiram à propaganda do Kassab na TV? Parece que moramos num paraíso...

Finalizo cagando uma regra. Gente que acredita que não pode mudar as coisas, por menor que seja a ação, abre mão de qualquer direito de reclamar. Aguardemos 2008 e as eleições municipais. Aguardemos 2010 e as eleições presidenciais. Aguardemos, enfim, a Copa 2014.


26 dezembro 2007

Breves de um breve 2007


Não sei dizer se o balanço de 2007 foi positivo ou negativo. Mesmo passando por certa estabilização das coisas cotidianas - menos financeira, que esta nunca deve ter jeito -, houve algumas grandes alegrias e alguns grandes desastres. Vamos a eles:

- O coração aponta para 3 anos juntos. Lembro que Evinha me disse poucos dias atrás que estava assustada com a longevidade. Eu não me assusto. Acho que, mesmo depois de tanto tempo, ainda nos descobrimos dia-a-dia. Coisas que marcam e que apaixonam. E que nos fazem cada vez mais próximos, mesmo com a distância física e temporal (causa provável da minimização do desgaste que a rotina traz). A cada hora ela me conquista e a cada minuto tento conquistá-la, ou então novamente, pra que as coisas não fiquem com aquela sensação de mel estragado. Prova maior de amor que ir a Porto Alegre me consolar no dia mais triste do mundo, não há.

- Falando nisso, ah, Corinthians do meu coração. Esse ano você me judiou. Pancada seguida de pancada. Talvez para mim, e para toda a Fiel, isso tenha sido até proposital. Mesmo que a culpa não seja nossa - ela tem nome, sobrenome e até endereço no Uruguai -, aceito o fardo dessa humilhação a que você nos submeteu. Aceito com a promessa de que irei lutar cada vez mais pela sua honra, na vida e na morte (porque corinthiano, sabe-se, tem umas coisas ali com as entidades).

- Outra impressão é a de que 2007 foi ano em que fortaleci - ou mantive - grandes laços fraternos. Separou-se o joio do trigo e quem veio para o lado de cá me dá a sensação de querer ficar para o resto da vida, ao lado de quem já estava. Aos velhos - FH, Barneschi, a italianada carmática (Luydy, Vitor e o grande Galuppo), Will, Coração, Janeiro, Carlão, Migué, mezzaniners (muitos, não dá pra denominar) - e aos novos - Arthur Favela e pessoal da Barra Funda, Edu Goldenberg (ao lado de todo o Alto-Comando carioca), que me veio via Fernando Szegeri, já dos velhos mas que mantemos contato mais virtual que real (infelizmente), Filipe e Luís (os guerreiros das arquibancadas) -, os meus mais sinceros abraços e a certeza de uma grande admiração. E que em 2008 a convivência seja mais em algum buteco por aí do que por emails, blogs e afins.

- Trabalho, se fosse bom, não teria horário pra começar nem acabar. Então a gente vai levando de acordo com a maré, cuidando só pra não dormir e a onda levar.

- Política, há de se lamentar que aquilo que eu digo desde 2003 ainda prevalece (imprensa golpista, elite amendrontada, cansada e cada vez mais separatista). A esperança é que o povo, principalmente o paulista, aprenda a votar.

Até 2008!


20 dezembro 2007

Mau sinal


O Corinthians acaba de acertar patrocínio com a Medial Saúde. Cujo material de divulgação, livro de convênio e carteirinha de associado é verde...

Péssima escolha.

FORA SANCHEZ! FORA CORJA! FORA MSI!

17 dezembro 2007

Futuro incerto


Muitos - corinthianos, inclusive - falaram que o rebaixamento à serie B faria bem ao Corinthians. Seria um momento de renovação, reestruturação e de moralização. Depois de mais de década com a nefasta administração do velho gagá, entrou Andrés Sanchez. Prometendo transparência e a retomada do corinthianismo. Colocou ao seu lado Marlene Matheus, cuja única glória é ter sido mulher de Vicente Matheus.

Analisemos esses dois perfis. Marlene era presidente do Corinthians no começo da década de 90. Foi ela quem lançou Dualib à direção do clube. Faziam, ambos, parte da mesma corja que, desde a década de 70, usava o Corinthians para se enriquecer. Depois que o velho fascista tomou conta do clube, ela foi deixada de lado e, com a morte de seu marido, ficou relegada às traças no Conselho. Já Sanchez foi (só) o vice-presidente de Dualib que "convenceu" todo o Conselho a aprovar a parceria com o MSI.

Já na presidência, Sanchez trouxe de volta Marlene, que ficará incumbida da área social. A mesma Marlene que, ao lado do Amarelinho Carioca, renega um dos títulos mais importantes da história do clube e que foi oficializado no último fim de semana - o Corinthians é, de direito e de fato, o 1º Campeão Mundial de Clubes.

Além de reanimar as múmias, o novo comando do clube ainda não cortou raízes com Kia Joorabchian, representante da "parceira". Haja vista a viagem recente para a Europa. Notem: a parceria ainda não foi rompida. Apesar de aprovado, o rompimento não está consolidado. Provas? Concretas não há. Mas há indícios: contratação de jogadores estrangeiros aos baldes, falta de compromisso com prioridades (Nilmar ontem e Felipe hoje) e a recorrente história da construção do estádio.

E aí, corinthiano? Você acredita mesmo nessa baboseira de reformulação e renovação? Eu já estou preparando a reza para 2008...

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Caso Felipe: minha opinião é bem simples. Catou muito no campeonato? Sim. Foi o único a honrar a camisa? Talvez. É importante para o elenco? Sim. Mas não fez nada demais. Caiu para a segunda divisão e tem que ficar satisfeito por ganhar 50 mil. Eu nunca vou ganhar isso por mês. A hora agora é de tomar vergonha na cara. Não está satisfeito, vaza. Goleiro bom tem aos montes. Quero ver a cara de bunda daquele monte de baba-ovo que ficava gritando o nome do goleiro (ao invés de Corinthians) quando ele virar as costas pra gente.

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Antônio Carlos: fascista. Não deveria estar no Corinthians. Aliás, deveria estar preso. É um mau-caráter. Não é a toa que seja amiguinho do Sanchez.

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Grande parte da torcida corinthiana parece ter saído de um título. Não! Estamos vivendo o pior momento da história do Corinthians. Temos que acordar e cobrar muito essa diretoria. É tudo muito bonito exaltar o corinthianismo, mas eu quero ver quem segura a bronca de verdade no ano que vem. Não estamos em um momento favorável a brincadeiras e não podemos cometer erros.

ACORDA FIEL!


10 dezembro 2007

Rio 2007


Toda visita ao Rio é motivo de alegria no peito. Estava precisando, depois de uma sombria semana de tristeza e revolta. Curiosamente, sempre que passo pela Cidade Maravilhosa é na correria. Dito isso, vamos aos fatos:

- a chegada se deu às 18h de um sábado. O motivo era o show do The Police, sobre o qual falo abaixo. Um provocador Edu Goldenberg avisa em seu blog: "larga esse show e vamos ao Trapiche Gamboa que vai ter Inimigos do Batente". Tal aviso não foi em vão, já que no dia seguinte fico sabendo que se tratou de uma histórica noite de samba. Porém, já havia comprometido mais de R$200 para ver os ingleses e, sobretudo, fazer uma visita ao Maracanã.

- O show. Chegamos (Evinha, Paulim e eu) no Maraca por volta das 19h. Corre-corre habitual para trocar os ingressos - até agora não entendi o porquê dos 16% de taxa de conveniência se não houve conveniência alguma - e lá vou eu fazer média com os assessores do evento. Depois de ter dado a riscada na lista de credenciados, me dirijo à sala de imprensa, localizada num dos vestiários do estádio. Nada de bom, nenhum lanchinho ou cerveja à mostra e resolvi sair para encontrar minha mulher e minha irmã.

O que valeu, ao menos, foi poder entrar no gramado do estádio pelo túnel. A sensação é indescritível e eu imaginei, por segundos, como seria as arquibancadas estivessem lotadas numa final de campeonato. Por essas e outras que deve-se afirmar: é o maior do mundo. Saindo do gramado, rodei por uns porões e corredores do lugar e pude ver que, na pressa de se ajeitar para a famigerada campanha pela Copa 2014, há muito lixo escondido por baixo do tapete. Finalmente, consegui achar a rua e entrar novamente, agora nas tais cadeiras laterais.

Eis que nas cadeiras laterais lembrei-me dos geraldinos. Os órfãos do Maraca. Triste saber que ali era o lugar do povo e que agora há placas pedindo um comportamento de colégio interno. Para shows, então, a coisa se complicou. O som, que já não era aquelas coisas, ficava incompreensível dali debaixo do cimento. Fugimos, então, para a área aberta.

Sobre o evento em si, nada muito a falar. Os Paralamas do Sucesso abriram a noite e, hit após hit, fizeram uma apresentação muito, mas muito mais animada que as estrelas da noite. Não que o Police tenha sido burocrático. O trio até mostrou empolgação e Sting se sentia em casa (ê, Juruna), mas os caras são ingleses, porra... O veredicto: tratou-se de um bom show, mas que não valeu de jeito nenhum os preços salgados que foram cobrados.

- O domingo. Sol de rachar mamona, fomos à praia encontrar a paulistada branquela. Torramos, mas torramos mesmo debaixo daqueles guarda-sóis, regados a muita cerveja e nada de comida. O resultado foi a bebedeira precoce. Paulim deu pt. Eva e eu fomos valentes. E partimos para a Tijuca, em encontro a um AMEAÇADOR e RANCOROSO Arthur Favela.

Deram sete, oito e nove da noite, e as pessoas bebiam (como diria FH) em quantidades oceânicas grande bairro da zona norte carioca. No fim da tarde, chegava-me via celular a mensagem: "daqui uma hora no Rio-Brasília. Edu Goldenberg". Ligo para o Favela para saber como estava o grau das pessoas e ele me dispensa lá pelas 21:30: "estou na rua, o Edu dormiu e tô indo pegar o busão na rodoviária".

Fosse eu um desonesto, daria meia-volta e iria pro hotel dormir, já que deveria acordar às 5 da matina para retornar a SP. Mas não. Estava na Haddock Lobo e, teimosamente, teria que pagar minha dívida (uma grade de cerveja) com o mestre carioca. Quando entro na Almirante Gavião, lá está uma grande mesa enfileirada na frente do Rio-Brasília, com todo o Alto Comando.

Além de não se tratar de uma mesa qualquer, havia também um cerimonial. Era ali a volta, o reencontro, o reatamento. Edu e Joaquim finalmente haviam sanado todas as suas divergências recentes e, num gesto muito bonito, lavaram a roupa suja e choraram como crianças. Coisas que não se vê muito por aí e que deve ser ressaltada.

Assumo: não paguei toda a grade. Mas é, claramente, uma desculpa muito da esfarrapada para voltar ao Rio. E quando pagar, prometo outra.

Pois é. Isso tudo em menos de 48 horas. Imagina se fosse uma semana...


05 dezembro 2007

A ressaca


Emails, fotos, torpedos, ligações... Semana duríssima para os corinthianos. Mas isso só nos fortalece. Triste, no entanto, é ver a serenidade dessa diretoria suja, que vai à imprensa e promete "time dos sonhos", que anuncia reforços tão ruins ou piores do que estão jogando e que dá voz ao causador maior disso tudo: Alberto Dualib

Imprensa suja, que está marcada e que, se aparecer no Pacaembu e na minha frente, vai ter o que merece. Além daqueles que são os responsáveis por essa grande vergonha (jogadores, diretores e até pseudo-torcedores). Segue a lista:

- Juca Kfouri (UOL)
- Alberto Dualib
- Nesi Cury
- Renato Duprat
- Antonio Citadini
- Marília Ruiz (Lance)
- Eduardo Arruda (FSP)
- Andrés Sanchez
- Marlene Matheus
- Renata Fan (TV BAND)
- Milton Neves (TV Record)
- Zelão
- Betão
- Iran
- Gustavo Nery
- Clodoaldo
- Lulinha
- Dentinho
- Fábio Ferreira
- Heverton
- Arce
- Finazzi
- Ailton
- Bruno Octávio
- Wilson

Os outros eu nem sei a cara, então não dá para ameaçar. Aliás, fica o registro: Dinelson, Ricardinho e Marinho ainda fazem parte do elenco. Acreditem!!!

Ah, e essa lista aumenta. Aos corinthianos que passarem por aqui, deixem a sugestão.

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No post Dona Antônia e Seu Venâncio, mencionei a epopéia desse último para vir assistir a um jogo do Corinthians na capital. Só algumas correções a fazer:

1) o Vô Venâncio demorou não 5, mas 11 horas para chegar a São Paulo de trem. E mais 11 horas para voltar para casa;
2) o jogo foi um lendário Corinthians 4x3 palmeiras, em 1971, numa virada fantástica do alvinegro;

Histórias de corinthianismo que devem ser exaltadas nos dias de hoje, pra ver se a torcida retoma o espírito guerreiro.


03 dezembro 2007

O dia mais triste do mundo


O domingo era de sol. A Fiel estava empolgada. Cerca de 2 mil guerreiros invadiram a cidade inimiga para tentar empurrar um time limitadíssimo e com jogadores que não deveriam nem passar perto da rua São Jorge.

No fim, a tristeza. O dia mais triste do mundo para mim e para cada um dos corinthianos em todo o país. O sentimento é uma mistura de revolta, impotência, melancolia. Mas, sobretudo, amor incondicional. Pelo que fez a torcida, o Corinthians não merecia cair. Pelo que vem acontecendo desde 2000, era algo que podia surgir e não queríamos acreditar. Hoje, tudo se materializou nessa tragédia.

Lado bom disso tudo não existe. O coração alvinegro está partido, dilacerado. Tamanha tristeza eu jamais havia sentido na vida - obrigado a minha Evinha por ter ficado ali, ao meu lado, mesmo sendo rival. É nessa hora, porém, que a gente separa o joio do trigo. A Fiel se fortalecerá e os torcedores sem alma que vieram com a MSI, argentinos e iranianos irão para o outro lado ou se recolherão a sua mísera existência.

Fortalece-se ainda mais o meu amor pelo Sport Club Corinthians Paulista. Algo incompreensível para alguns, até. Mas que na minha cabeça é uma das poucas coerências. Amo você, Corinthians. Jamais irei te abandonar. Por sua causa, gaúchos que se dizem os maiores rivais do planeta beijam uns as camisas dos outros, só para tentar te derrubar. Isso, Corinthians, só mostra sua grandeza (aliás, retiro tudo que disse sobre a torcida gremista. São ridículos).

Agora, as condições estão mais do que dadas. A Fiel tem que acordar. O Corinthianismo tem que voltar a imperar. Fora torcedores de bolacha! Fora torcedores de modinha! Fora torcedores mudos, que só dizem ser corinthianos nos momentos bons.

AQUI É CORINTHIANS! E ninguém muda isso. Ninguém acaba com esse amor e com essa instituição, que é maior que tudo.

EU NUNCA VOU TE ABANDONAR!!!


26 novembro 2007

Bolachas...


A mensagem abaixo foi enviada a alguns jornalistas esportivos, mas expressa a canalhice que é a troca de ingressos por bolachas da Nestlé. Durante todo o campeonato, os torcedores foram prejudicados com essa ação, que me cheira a lavagem de dinheiro das brabas. Na quase certeza de que ninguém vai falar uma vírgula sobre o caso, publico aqui também pra não passar batido. O motivo? Simples: a Nestlé banca publicidade em todos os veículos que trata de futebol. E ainda querem vir pagar de defensores da moral? Às favas, imprensa suja!

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Amigos.

Desculpe tomar-lhes o tempo precioso, mas não consegui conter os dedos no teclado diante do absurdo que se deu no último fim de semana com relação à troca de bolachas da marca Nestlé por ingressos do jogo Corinthians x Vasco. A divulgação para pessoas da imprensa esportiva é para que isso não fique restrito ao meu blog, cuja ridícula marca de 30 pageviews por semana se garante pela visita de amigos tão ou mais indignados com o assassinato que se comete ao futebol brasileiro dia-a-dia.

O caso é que me veio duas perguntas à mente. Como é possível que 30 mil ingressos se esgotem em menos de duas horas, já que cada torcedor pode retirar no máximo quatro? E mais: o que vou fazer com os pacotes de bolacha que comprei? Serei reembolsado pela Nestlé?

A entrada dessa empresa no futebol deveria, em princípio, ter levantado suspeitas. Porque é indício de prejuízo certo. O valor pago aos clubes com mando de jogo dificilmente foi atingido nas primeiras rodadas somente com a venda dos tais pacotes de bolacha. Me cheira muito a lavagem de dinheiro (e me lembra MSI).

Em não se levantando suspeitas com relação a isso, como explicar o fato de que cambistas já tinham ingressos das bolachas antes mesmo dos postos de troca terem iniciado as atividades - coisa que se repete desde o começo do Brasileirão e dá origem a coisas absurdas como o público presente ser muito menor que o público pagante.

Aí, temos confusões como a do último fim de semana ou como no último jogo do Flamengo. O velho esquema de distribuição privilegiada de ingressos toma conta até mesmo daquilo que é vendido pela própria imprensa como exemplo de "organização e da volta das famílias ao estádio". Ficamos obrigados a pagar extorsivos R$30 de cambistas - cuja atuação é descarada frente à polícia - e ainda temos que escutar que não devemos comprar para não alimentar essa indústria. Pois bem: eu jamais deixaria de ver um jogo do meu time por causa disso. O combate aos cambistas deve ser feito na origem, mas a opinião pública joga a culpa no torcedor.

Estranhamente, o caso é tratado pela imprensa até com certo desprezo. Ninguém menciona uma palavra sobre esse problema, talvez por restrições comerciais. Afinal de contas, os caras são anunciantes em potencial e trata-se de uma veiculação bem atraente. Mas seria isso o jornalismo responsável e a serviço do público?

Deixo, por fim, o desafio. Ao invés de irem aos estádios (aos que vão, obviamente, porque muitos comentam futebol e não pisam em um estádio há décadas) usando credenciais, experimentem as vias normais. Talvez assim a imprensa esportiva passe a ter uma visão menos distorcida do esporte e se indigne com esses e outros casos, como foi o fim das gerais no Maracanã.

Abraços.

Claudio Yida Jr.


22 novembro 2007

Copa das Elites (ou 2014 - parte II)


Pode parecer repetitivo, mas ao ler a cobertura sobre o último jogo da seleção no Morumbi não segurei a ânsia (só a de vômito). Reproduzo aqui o que postei sobre o caso no !ObaOba, com as devidas alterações estilísticas.

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Nessa última quarta-feira, a seleção brasileira parou a cidade de São Paulo. Antecipou, para muitos, o que vai acontecer daqui a sete anos, quando o país receber a Copa de 2014. A Rede Globo até fez uma festa (fajuta, diga-se) com o anúncio. O argumento principal são os benefícios que o evento irá trazer para o país, como estádios com boa estrutura, além de melhorias nos transportes coletivos e a geração de empregos.

Pois eu acho isso uma verdadeira balela. Não só não vai mudar nada como o poder público terá que colocar dinheiro, assim como foi no Pan deste 2007. Mas o fator principal - e que poucos estão enxergando - é a elitização do esporte, fato que desde já se faz presente.

Para não ficar só no achismo, tomemos como base o mesmo jogo supracitado. Em matéria da Falha de S.Paulo, algumas peculiaridades, vistas também no jogo do Maracanã em rodada anterior. Seguem alguns trechos da notícia de Luís Ferrari, sob o título "Ensaio de 2014 prevê Copa elitizada":

- "Outro reflexo disso eram os preços praticados nos estacionamentos: R$100, em parte decorrente da prefeitura paulistana para combater o comércio informal nos arredores do Morumbi (...) apenas três estacionamentos estavam abertos. E um deles havia firmado convênio para atender com exclusividade os freqüentadores de um dos camarotes"

- "No bolsão em que costumam funcionar barraquinhas de lanches, havia só duas tendas da prefeitura. O problema é que, dentro do estádio, não houve reforço na alimentação oferecida ao torcedor 'comum' (...) Para quem foi aos camarotes, porém, a fome não foi problema",

- "Bebidas alcóolicas também foram consumidas pelo público. Mais uma vez, quem esteve nos setores mais exclusivos teve maior tranqüilidade (...) Já o torcedor comum continuou sem autorização para beber cerveja dentro do estádio - e teve mais problemas que o de costume para fazê-lo fora."

Pois então, senhores. Vejam o que aconteceu. Isso sem citar o fato de que a maioria dos ingressos foi destinado à promoções. Os que foram vendidos, chegaram às bilheterias com o extorsivo preço de R$60 (arquibancada mais barata). Na mesma Folha, há fotos de um dos camarotes, que contava até com DJs e música eletrônica. A pergunta é: FUTEBOL E MÚSICA ELETRÔNICA???

Para concluir - e não me estenderei com relação aos problemas estruturais que essa Copa irá trazer para clubes e atletas -, deixo aqui indagações. A primeira: por que a lei só vale para os torcedores que pagam ingresso? A segunda: por que os mais ricos vão de camarote (gratuito) e o povo tem que pagar um absurdo por um ingresso? A terceira: os preços dos campeonatos regionais, nacionais e latino-americanos irão acompanhar o ágio da Copa?

Eis a elitização, caros. Querem acabar com mais uma alegria popular, é mais um desafogo do povo que vai parar na mão dos poucos endinheirados. No Maracanã, por exemplo, sumiram com as lendárias gerais e, no lugar, colocaram cadeiras e uma placa onde se lê que deve-se assistir ao jogo sentado. Daqui a pouco, e não demora muito, teremos que nos conter como no tênis ao gritar gol. E morre o futebol brasileiro. Pensem bem antes de comemorar a Copa por aqui...

19 novembro 2007

30


Você, que aos 30 me inspira viver mais uns 80 só pra estar ao teu lado.

Hoje o dia é só teu. Que ele tivesse 30 horas, só pra ser o dia mais longo do ano e fazer jus a quem o embeleza.

30 são os dias dos meses que os têm e os quais eu passo a pensar em você (os que têm 31 e o que tem 28 ou 29 também são dedicados a você).

Que 30 milésimos de segundo seja o tempo que passamos separados.

Amo-te infinitamente.

PARABÉNS!


09 novembro 2007

2014


Já faz um tempinho que saiu o anúncio da Copa do Mundo aqui no Brasil e, antes mesmo dele, sempre fui contra a idéia. Desde que confirmada a triste notícia, afirmei e reafirmei - ao lado do Barneschi - que isso representa a morte do futebol brasileiro. Muitos não entenderam e outros acharam exagero. Alguns, se quiserem cornetar, podem até achar algum comentário meu favorável ao Pan 2007. Então, vamos lá.

Sobre o Pan, realmente foi uma babaquice. Se fosse para defender candidatura eu também seria contra. Mas Inês já era morta nesse caso. O grande bafafá todo se deu na participação financeira excessiva do governo. Porém, eu exergo de uma maneira diferente. O Pan trata de diversas modalidades. E algumas delas realmente foram beneficiadas, já que funcionam à base do puro amadorismo - pra não dizer mendicância. Mas o essencial é: são mera recreação.

Esporte mesmo é o futebol. Movimenta massas e milhões. Desperta amores (ninguém aqui ficou sem dormir porque a Jade Barbosa errou aqueles pulos). É nessa essência passional que a Copa no Brasil irá mexer.

Vejam: os estádios, ao se adaptarem aos "padrões FIFA", terão cadeiras numeradas. Tendo cadeiras, teremos que assistir aos jogos sentados. Durante a Copa, foda-se. Mas eu NUNCA assisto ao jogo sentado. Isso é inconcebível! Outro grande problema vai ser a elitização do esporte. Os ingressos, que hoje já são caros, irão atingir um patamar estratosférico após o evento. Nunca mais o povo terá seu ópio. Provas? Acabaram com a geral do Maracanã e no Pq Antártica entrará em vigor um tal setor VIP, que está fazendo a porcada gritar até com a nonna.

Fora esses problemas de essência, muitos outros virão:

- consolidação dos pontos corridos
- europeização do futebol latino-americano
- definhamento dos clubes por conta da supervalorização de atletas
- atrelamento ao calendário europeu, dando fim aos charmosos campeonatos regionais
- fim das organizadas

É claro. A massa ignóbil não enxerga os males da realização da Copa porque está mais preocupada com o feriado de um mês que irá se instalar por aqui. Sem querer ser do contra demais, isso só dá motivo para eu achar que não há nenhuma possibilidade de aceitar reclamações de qualquer natureza (sobre política, políticos, violência) desse tipo de gente. Eu não entro aqui nem no mérito do financiamento público - não previsto mas que irá ocorrer sem sombra de dúvida. Se o problema do país fosse esse, estaríamos em melhor situação (assim como o problema do país também não é CPMF, amantes de senadores, leites e crise aérea).

Porém, num lugar onde o atual campeão nacional empenha uma campanha conhecida como "Dia da Conversão", em que estipula o amor ao time via contrato - leia mais aqui (só para assinantes Folha ou UOL) - é certo que dias cada vez mais sombrios estarão rondando a paixão do povo brasileiro. Repito: depois não venham os ignóbeis reclamar!