19 agosto 2008

O nosso indevido lugar


Estava esperando o iminente fracasso da seleção brasileira de futebol para falar das Olimpíadas de Pequim. Porque, na verdade, isso iria dar a tônica do Brasil em mais uma edição dos jogos. Alheio ao patriotismo que pinga aqui e ali, irrita o pulular de especialistas em esportes diversos e incomuns, assim como surgem muitos Joãos Saldanhas em época de Copa do Mundo.

Vamos, então, ao que eu realmente queria me ater neste post: a postura de alguns atletas. A seleção olímpica, primeiramente. Está na cara que foram passear, encher as malas de bugigangas e bater uma bolinha descompromissada. Isso sem contar os que arregaram, o que torna gente como Kaká e Robinho seres desprezíveis.

Citemos ainda toda a turminha alegre da ginástica. Principalmente a chorona e o moleque feio. Foram ao oriente cheio da pompa, com certeza de medalha, e escorregaram – literalmente – no quiabo. Falo também do tal Tiago Pereira e sua histérica mãe, que “brilharam” no Pan, mas passaram batidos em Pequim. Por fim, a moça da vara me lembrou muito o time do Botafogo na final da Taça Guanabara. Sumiu a porra? Se vira e pega emprestado de alguém. Lembro que quando não tinha tênis, jogava bola descalço mesmo. Menos frescura, por favor.

Patriotismo, caros, está na alma. Está no dia-a-dia e naquilo que queremos para o país. Por que esses atletas, além de reclamarem (com razão) pela falta de incentivo, não se mobilizam para pensar no esporte como um todo? Talvez porque seja mais fácil criticar o ministro Orlando Silva e o governo.

Amor à bandeira mostram os chineses. Colocaram os jogos de Pequim no coração. Deram de ombros à neo-Guerra Fria da mídia ocidental (e a moça da vara é um exemplo claro disso, ao dizer que “não volta mais à China”), e mostraram que são 1 em um 1 bilhão. Não há chinês na face da Terra que diga uma vírgula contrária à organização dos jogos, e não podemos fechar os olhos para os investimentos pesados na estrutura esportiva, desde sua base até os atletas de ponta.

Termino dizendo que, apesar de ter sido favorável ao Pan no Rio, muito mais por conta do andamento das obras, sou totalmente contrário à Copa em 2014 e à Olimpíada em 2016. Justamente por causa desse patriotismo fajuto – esta análise é a mais racional possível e não vou mencionar a já tão combatida mercantilização do futebol. Os próprios atletas não pensam no esporte de maneira coletiva, não querem ajudar a grande massa. Mais do que o governo, os protagonistas também precisam demonstrar interesse, incentivando aí a participação maciça da população nas diversas modalidades esportivas.

Vejo reclamações de muita gente sobre o fato de estarmos em pior colocação do que alguns países estranhos, como Etiópia e Cazaquistão. Não entendo o porquê da preocupação, uma vez que nosso nível está muito próximo ao desses países. Não era para isso que inventaram a tal globalização? Enfim, tudo isso, toda essa postura desalmada e cada vez mais impessoal está nos levando a um lugar indevido. Nos esportes, na política e na vida.


Um comentário:

proeva disse...

vc viu no CQC ontem? acharam a vara!

tava enfiada no cu do diego

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk