18 maio 2009

Dois gigantes no ringue


Entre tantas notícias cabulosas como a CPI da Petrobrás - um sinal claríssimo de antipatriotismo -, vi na rede blogueira de responsa duas boas novidades.

Uma nem é tão novidade assim, já que o Vandré Fernandes havia abandonado seu É (quase) tudo verdade e o retomou no começo deste 2009. Belíssimas crônicas do Jacaré, que ficam ainda melhores caso você conheça o caboclo e passe a imaginar o texto sendo interpretado pelo seu autor.

Outro que caiu nas graças da internet foi o Júlio Vellozo, com o seu Casagrande Futebol Clube. Não preciso nem dizer qual é a temática...

Favoritem, sigam, linkem e acompanhem sempre essas duas personalidades.

17 maio 2009

A denúncia em forma de festa


A segunda edição do Jogo das Barricas, modéstia à parte, foi um grande sucesso. Apesar do placar desfavorável em 2009, com os verdes ganhando por 5 a 2 (os motivos falo já), o que mais valeu foi estar junto aos amigos-rivais e conhecer novas caras que, como este e outros blogues parceiros, se dão ao trabalho de denunciar constantemente a corja leonor.

Muita cerveja, muito cansaço, muita raça, muita conversa fraterna. E um placar não tão expressivo quanto poderiam imaginar os torcedores presentes, todos vestindo verde (e sobre isso falo já). Mesmo com 20 jogadores contra 6 guerreiros corinthianos, os palestrinos só conseguiram furar a meta 5 vezes.

Aproveito para agradecer a cada um dos irmãos alvinegros que, destoando da massa ignóbil (abaixo, mais sobre ela), abraçaram mais uma vez a idéia e foram a campo defender o manto do Corinthians. Janeiro, Filipe, Felipe, Odil e Álvaro se juntaram a este que vos escreve para enfrentar uma horda palestrina.

Também não posso deixar de parabenizar os rivais e saudar toda a disposição desses guerreiros palmeirenses que fizeram o Jogo das Barricas 2009 acontecer: Barneschi, Galuppo, Seo Cruz, Ademir Castellari, FH, os Pacífico e todos os parceiros que lá estiveram para prestigiar essa iniciativa que, acreditem, tem tudo para se tornar um gigantesco acontecimento.

Obrigado a todos! Parabéns a nós! E vai Corinthians!!!

Ficha técnica:
Palmeiras 5 x 2 Corinthians - TAÇA FORZA PALESTRA
Data: 16/05/09
Local: Rua Lavapés 410
Publico: 40 pagantes
Arrecadação na Barrica: R$ 5,38. Além de 1 lira italiana e 1 peso argentino
Gols: Junior, Pharinha, Marcel, Giovanni (2) (PAL); Felipe e Eduardo Janeiro (COR)
1º tempo: Pal 0x1 Cor; Resultado final: Pal 5x2 Cor
PALMEIRAS: Galuppo (G), Fernando Henrique, Giovanni, Luigi, Vitor, Ademir, Nicola,Yuri, Luiz, Marcel, Paulo, Alexandre, Bruno, Hiran, Guilherme (Equipe que atuou no 1º tempo); Guto (G), Junior, Victor, Giovanni, Michel, Pharinha, Paulo, Luiz, Luigi, Marcel (Equipe que atuou no 2º tempo). Técnico: Rodrigo "El Bandoneon" Barneschi
CORINTHIANS: Bruno (G), Filipe, Craudio, Felipe, Eduardo Janeiro, Odil, Alvaro. Galuppo (G), atuou no gol alvinegro no 2º tempo. Técnico e Capitão: Craudio "Genghis Khan"

------------------------------------

Eis agora algumas palavras sobre o fato da presença verde ter sido maciça e a corinthiana vergonhosa. Tenho comigo um ímpeto quixotesco de, sempre que detecto qualquer sinal de sintonia entre pessoas, tentar unir e agrupar esses indivíduos para fortalecer as idéias. Uma dessas tentativas se deu quando comecei, por meio deste blogue, a acompanhar e dialogar com alguns outros blogueiros alvinegros.

Lavo aqui as minhas mãos e digo que foram inúmeros posts, inúmeros e-mails e inúmeras convocações para cada um dos responsáveis pelos endereços que estão listados no menu à esquerda e no blogue irmão Anarcorinthians, na esperança que ao menos tivéssemos o apoio virtual nessa causa. A cobrança é cabível: trata-se de uma obrigação de todos aqueles que se dizem corinthianos. Não um favor para mim, é uma tarefa pelo Corinthians.

Ao que parece, essa suposta rede blogueira alvinegra é composta por gente que adora cornetar e meter o bedelho em tudo, mas que se omite
na hora de colocar a mão na massa. Exemplos iguais vemos no nosso Templo Sagrado, com molecotes e mini-periguetes indo às arquibancadas apenas para fazer social e ficar tirando fotinho depois do jogo. À merda todos vocês! O Corinthians é coisa séria e não é café pequeno.

Fôssemos depender de omissões como as que vi na divulgação desse Jogo das Barricas, nossa história não ultrapassaria o ano de 1912. Eu fico, a cada dia que passa, mais envergonhado pelos antigos, que hoje devem se revirar no túmulo ao ver tanta alienação. E alienação todos sabemos onde deveria estar.

Aqueles que se sentirem ofendidos e magoadinhos, fiquem à vontade para retirar o link deste Chuta que é macumba. Aqueles que tiverem o mínimo de bom senso e decência saberão ficar calados. Ao contrário de festinha em buteco chique, preocupações com carnaval e oba-oba com jogador, diretor e o escambal, este blogue defende unicamente a essência daquilo que fez o Corinthians ser grande. E quem não for corinthiano, vai pra puta que pariu!

15 maio 2009

STJD é a vergonha do futebol


Só pode ser brincadeira essa suspensão aplicada ao Dentinho, que não irá enfrentar o Florminense na próxima quarta e provavelmente ficará de fora da semifinal. O moleque apanha o jogo inteiro, é pisoteado, chutado e agredido. Mesmo assim, o tribunal de merda entende que ele pratica jogada violenta (artigo 254).

Esses magistrados, com mais uma decisão imbecil, provam que entendem de tudo menos de futebol. Em benefício a um time da terceira divisão, cuja capivara contém ascenso via tapetão e a histórica pecha de pó-de-arroz, transfomaram a vítima em condenado.

O STJD é um lixo, uma bosta, uma podridão, e deveria ser dissolvido imediatamente. Pelo bem do esporte. E o Sport Club Corinthians Paulista precisa se manifestar contra essa arbitrariedade, para não dizer injustiça.

O STJD é a vergonha do Brasil!

Hora da Patrulha


A notícia de que a melhor escola estadual de São Paulo ocupa a 2.596ª posição no ranking brasileiro precisa ser rememorada. Assim como outros indicadores negativos relacionados à tucanagem, é óbvio que ela não foi devidamente explorada pela mídia. Apesar de saber que a avaliação possa apresentar distorções por utilizar os mesmos parâmetros em realidades distintas, não dá para ignorar que o Estado mais rico do país não se esforce nem ao menos para se sair bem nesses quesitos.

Esforço, vale lembrar, não é promover o famoso choque de gestão tucana, que consiste em pressionar os professores e arroxar salários a fim de "tornar a máquina pública eficiente". Muito menos assediar esses profissionais via imprensa, como fez o governador José Serra ao atribuir a eles a culpa pela má qualidade do ensino. Os bons resultados aparecem somente com a valorização do corpo docente, caracterizada pelo pagamento de bons salários e a formação profissional constante.

Serra mente, e mente feio. Prova disso são as entrevistas com dois especialistas no riscado. O primeiro é o diretor da escola paulista de melhor desempenho nas avaliações (de novo, a 2.596ª do Brasil), que afirma categoricamente: "O Governo só me atrapalha". O segundo é a diretora da Faculdade de Educação da USP, cujas palavras confirmam a mitomania do nosso governador. Aliás, perguntinha ao Serra: se o ensino é ruim por conta da preparação acadêmica deficitária dos professores, a administração estadual não está decretando sua própria ineficiência ao não oferecer cursos decentes nas universidades sob sua tutela?

Saindo do mundo das idéias por um momento, passemos a demonstrar a incompetência na prática. Na zona norte de São Paulo, uma escola tem reforma prevista para as férias de julho. Reforma mais do que necessária, já que pouco tempo atrás o teto de uma das salas desabou. Curioso é saber que, no começo do ano letivo, essa mesma escola recebeu várias demãos de pintura. Belíssimo exemplo de choque de gestão e uso responsável do dinheiro público.

No braço municipal do governo tucano, absurdos semelhantes acontecem. O generalzinho demo vendeu na propaganda bonita que sua gestão dava até leite de marca. Garantida a reeleição, o leite, o material escolar e o transporte gratuito para os estudantes sofreram restrições. Ao mesmo tempo, o prefeito inventou tarefas burocráticas aos professores: ao invés de estar na sala de aula ou preparando projetos pedagógicos, eles foram obrigados a exercer função adversa, preenchendo relatórios para garantir que a distribuição dos benefícios seja, de fato, racionada.

Se você não ficou sabendo de nada disso, a culpa é do Bolsa-Jornalista. Contrariando a orientação de tempos não muito distantes, as editorias de cotidiano, cidades ou o que valha não mandam mais seus repórteres às ruas (e repórter que se preza deveria ser obrigado a ir para a rua). Porque se saíssem, iriam encontrar creches, escolas e CEUs sucateados, hospitais em condições precárias, buracos no metrô, obras inacabadas, aumento nas tarifas do transporte público, buracos nas ruas e trânsito caótico. Talvez a reportagem de rua tenha ficado inviabilizada pelos pedágios no Rodoanel, vai saber...

O governo demo-tucano é caso de Procon.
Sorria, São Paulo.

14 maio 2009

Resultado corinthiano


1 x 0 sempre foi um resultado corinthiano. Apesar de eu gostar mais do 2x1 porque ele dá uma acordada na zaga, o regulamento da Copa do Brasil pune aquele que leva gol em casa. Portanto, o 1x0 contra o florminense foi exatamente o que precisávamos. Claro, ficou uma sensação de que podíamos ter enfiado uns 4 - e podíamos mesmo -, mas no Corinthians nada é assim.

A Fiel irá se deparar com manchetes como "Corinthians faz só 1x0". Só? Não, abutres, aqui a soberba não deve entrar. Vamos sempre mais confiantes quando a anticorinthianada desconfia do nosso triunfo. Devemos ter sempre a final do ano passado como alerta.

Vamos ao Rio focados, cumprindo tabela contra o time médio (embora muito mais simpático que o daqui) e nos concentrando para a batalha da próxima quarta. Basta um resultado semelhante ao da nossa brilhante Invasão Corinthiana para que o Maior do Mundo tenha outra noite em preto e branco. Duvida que a Fiel Torcida vai tomar conta do Maraca? Aguarde...

Aproveito o post para dar parabéns ao Sanchez. Na desesperada penúria de tirar dinheiro do bolso do corinthiano, o abjeto ser viu as numeradas e as laranjas (setores tão valorizados por abrigarem o modelo de futuro torcedor para o futebol elitizado) vazias. Deixou de ganhar uma boa quantia porque resolveu nos assaltar. E ainda escutou, lá das arquibancadas e da família que defende o Coringão, que é um ladrão e que o Timão é do povão. Vejam só: é o povo defendendo a elite, elite essa que corneta aos ventos mas não faz no estádio o protesto que deveria.


------------------------------------

Já leu isso aqui? Então deveria.

Já mandou o e-mail confirmando presença no Jogo das Barricas? Então deveria.

13 maio 2009

Desobediência cívica


O Brasil tem um péssimo costume de desvirtuar valores. Os brancos do poder constituído apareceram em 1888 com um 13 de maio que hoje ou é ignorado ou é erroneamente apresentado como a mais expressiva ação de liberdade. Foi assim que nasceu o preconceito velado, sintetizado na frase "eu não tenho nada contra preto", dita enquanto o branquinho pensa "fora da minha casa e da minha família".

Interessante é o comportamento desse preconceituoso. Ele aprecia um bom samba ("de buteco chique, por favor"), a-do-ra aquele terreirinho fajuto comandado por gente que lê Allan Kardec e até sentaria na mesma mesa que o Pelé, mas só porque ele AGORA tem classe e elegância e vive indo para a Europa. Vejam só a lógica dessa corja: a gente embranquece o negro, pega o que ele tem de mercadológica ou socialmente aceitável e alivia o peito com um relacionamento de aparências.

Também está na moda o branco falar sobre as cotas. A grande maioria é contra, porque não quer o Estado criando "uma situação de exceção". Como se os negros não tivessem vivido sob essa condição por mais de 400 anos... Pior ainda são aqueles que trocam boca por cu, chegando a dizer que preconceito é o negro entrar em universidade via cota. Não, branco imbecil, é reparação histórica!

Ao contrário dessa deturpação toda, o 13 de maio deve ser lembrado como marco inicial da luta incessante desse povo que sempre foi (sub)julgado pela cor da pele e sempre teve que ficar provando competência porque tem a pele preta. Desde pequeno, eu aprendi que preto é ladrão, que preto é inferior, que preto não presta e que preto só faz merda. Por sorte, fui uma criança bastante desobediente. Mal sabia eu que essa desobediência era um ato cívico, do qual me orgulho muito.

Negro é raiz!


12 maio 2009

Jogo das Barricas 2009 - nova convocação


Já temos um número expressivo de confirmações para a segunda edição do Jogo das Barricas 2009, que acontece no próximo dia 16 de maio. Porém, é necessário lembrar que quanto mais gente estiver presente, maior será o barulho da denúncia contra o time que tem medo. O time Regina Duarte. O time que, mais uma vez em sua história, fugiu e conseguiu o que queria pela porta de trás.

Para tanto, refaço a convocação para esse ato cívico, cuja presença deve ser confirmada pelo e-mail cramone99@gmail.com . Ainda nesta semana, vocês irão receber novamente todas as coordenadas para chegar ao local da peleja que iremos travar contra a porcada, numa belíssima confraternização.

É prova de que a convivência pacífica é possível e já existe entre os maiores rivais, o que ressalta ainda o respeito mútuo e deixa bem claro quais são as forças paulistas no melhor futebol do mundo. Ao contrário do que possa parecer, não se trata de uma união que supostamente garantiria a grandeza daqueles que combatemos. É apenas uma reparação histórica a um feito que muito nos envergonha.

11 maio 2009

A volta das Carmelas


Dia desses, minha irmã me mandou um vídeo em que cantavam Adoniran Barbosa e Elis Regina. Coisa bem produzida que, apesar de detalhes meio forçados, cumprem sua função de registrar na eternidade um momento com informações preciosas de tempo e espaço. O tempo era a década de 70 e o espaço era um Bixiga já em fase de degradação imobiliária. Mais especificamente, o encontro entre dois grandes nomes de nossa música se deu numa birosca chamada Bar da Carmela.


Chamo atenção para alguns detalhes, como o vidro de conservas, as ampolas de Antarctica sobre a mesa e a geladeira da Kibon onde os percussionistas se apóiam. Ou então a comilança que precedeu as músicas, adornada com quitutes de gigantesca qualidade. Ou ainda o passeio pelas malocas que Adoniran tão bem descreveu em seus causos cantados, e cuja beleza só os emotivos conseguem detectar.

Por conta dessa emoção, a escolha do Bar da Carmela foi estratégica. Durante anos, locais como esse serviam de ponto de encontro para muita gente de responsa. Bêbados misturavam-se a crianças, donas de casa e trabalhadores em fim de expediente, todos eles contando seu dia-a-dia. Era o povo fazendo sua história, em templos que se tornariam espécie em extinção.


O relógio rodou, a modernidade emplacou de forma nociva e as tranqueiras como o Bar da Carmela sofreram uma campanha de difamação tremenda. Ficou difícil encontrar pelos bairros aquela portinha de ferro que, invariavelmente, oferecia aos clientes cerveja sempre gelada, preços justos e alguma comida especial.
Apareceu o conceito "buteco chique", mas se é buteco, não pode ser chique. Se é chique, não pode ser buteco. Analogicamente, se é Corinthians, não pode ser parmera, capice?

Superando essas vicissitudes,
alguns heróis da resistência, algumas Carmelas, ficaram para servir de exemplo num momento em que se evidencia mudança nos ventos, ainda que tímida. Aquele ímpeto modernizador dos estabelecimentos que ofereciam tudo no atacado se enfraqueceu. Hoje, já podemos ver Blockbuster fechando (a do Pacaembu já era) e loja de McDonald's indo à falência (quebrou uma na saída da USP). Em contraposição, aqui perto de casa uns gaiatos se arriscam a receber os bebuns, adaptando a garagem de suas casas.

A virada de jogo pode ser atribuída a dois fatores. De um lado, a estabilidade econômica e os incentivos do governo Lula possibilitaram novas investidas da classe trabalhadora no comércio. De outro, a sanha proibitória do elitista governo demo-tucano em SP determinou: quem tem como bancar propina ou cumprir as absurdas exigências da prefeitura se manteve naqueles núcleos de outrora boemia; quem não possuía tal bala na agulha, bateu em retirada e agora procura os bairros como novo público.


É preciso acreditar em novas jornadas. A administração municipal antipopular deu um notável tiro no pé e isso prenuncia melhorias no decorrer do período. Porque é ali no balcão que nossa gente conversa e se informa - e não na TV ou no jornal da ditabranda. Saber o nome do garçom amigo, ter seu pedido na ponta da língua do Mané e não pegar fila para sentar-se à mesa na calçada e ler o jornal causam, de novo, satisfação. Com as Carmelas voltando e tagarelando, quem sabe as Cavalcanti Penteado parem de ditar as regras?

P.S.: o Bar da Carmela ficava na Rua Almirante Marques de Leão. Não sei se ainda existe e, se alguém souber, peço que divulgue. É um lugar que valeria a visita.

Irresponsabilidade fora de hora


Antes de falar da cagada do Mano Menezes neste domingo das mães, voltemos um dia antes para falar sobre o "treino" que marcou a estréia da nova camisa do Corinthians. Foi algo como um baile da ressaca, em que estavam presentes 97% de zicas e sofás. De bom, deu para perceber quem tem e quem não tem bola pra jogar no Timão. Souza faz parte do último grupo e isso foi provado (de novo) contra as moranguinhas do sul. Nem em recreativo ele consegue sair de trás do zagueiro. Outra coisa importante foi o copo d'água jogado contra um abutrinho que trajava a cor inaceitável. Há certas tradições que devem ser mantidas...

De mal, o que mais me surpreendeu foi que eu, e somente eu, gritei em protesto contra os R$30 cobrados pela arquibancada. O bonachão Mario Gobbi ouviu, e muita gente lá ouviu também. A maioria dos festeiros dispensáveis, no entanto, silenciaram. Oras, que situação melhor para se cobrar e cornetar quem deve ser cornetado, senão um treino despretensioso como esse?

A falta de compromisso do evento continuou neste domingo, e partiu do banco de reservas. Tudo que podia ser dito foi dito pelo Filipe. Se querem estabelecer uma relação mercadológica com a Fiel, então por que cobraram R$30 para vermos um time reserva? Posso mandar um e-mail pedindo o reembolso da metade do dinheiro?

O mais irritante, porém, não é perder 3 preciosos pontos e a oportunidade de desmoralizar aqueles que, há menos de dois anos, se uniram aos principais rivais (trocando beijinhos em camisas) e agiram contra o Coringão. Dói aos ouvidos corinthianos escutar desse treinador que Souza e Lulinha foram bem. É lutar contra os fatos, contrariar o óbvio. Só pode estar mal-intencionado alguém que defende um jogador sem capacidade de dominar uma bola. Eu só quero saber, seu Mano, se iremos buscar esses pontos desperdiçados lá no Beira-Rio.

Sobrou para Nilmar, esse serzinho sem alma e vontade própria que, no ímpeto de satisfazer empresário, aproveitou a onda e também quis pisar no Corinthians. Fez um belíssimo gol (em cima de uma zaga reserva), mas na saída do Pacaembu ouviu belos mau-agouros também deste que vos fala, todos eles direcionados ao seu joelho de porcelana. Novamente, seguimos apenas a relação de profissionalismo, mercantilismo e modernidade que tanto pedem. Nada pessoal, apenas defendemos nossos interesses.

Que o time resolva a classificação para a semifinal da Copa do Brasil já nesta próxima quarta. Só isso irá justificar a postura irresponsável do técnico na estréia do Brasileirão. Caso contrário, é bom começar se preparar para a pressão...

08 maio 2009

Malandros maneiros


Na semana que passou, dois textos geniais pintaram aqui no monitor e me fizeram lembrar dos meus 17 anos, quando, precocemente, precisei escolher minha profissão ao preencher a ficha do vestibular. Aliás, uma observação: é maldade fazer um moleque com essa idade escolher o que ele vai fazer da vida, mas isso é outro papo. Voltemos ao tema.

Lá na época do colegial, já havia me decidido pelo jornalismo. Muito porque passei a gostar de escrever sobre o que via ao redor, além do fato de ter tido em casa um jornalista. Mas esses não foram os fatores decisivos. Para mim, aquela imagem do sujeito maltrapilho, bom de copo, contador de história e cercado de amigos de semelhante estirpe era bastante sedutora. A vida atrás do gravador e (hoje) do teclado, o ouvido pronto a escutar histórias, a entrevista cara-a-cara e a passadela no buteco no fim do expediente... Isso sim me motivou!

Nessa toada, escreveu o jornalista Paulo Thiago, em seu blogue Pendura Essa, algumas ótimas palavras sobre as duas gerações que atualmente contrastam nas redações. Os mais velhos, meus espelhos, são descritos assim pelo Paulo: "Aqueles jornalistas da velha guarda, que valorizam a apuração na rua, que acham que podem mudar o mundo e que o jornalismo tem esse dever, e que são, sobretudo, boêmios, pois no bar está parte de seu trabalho, apurando, pensando em pautas e estabelecendo contatos". No corner oposto, os meus contemporâneos aparecem cristalinamente assim: "De outro lado, as novas gerações, com texto impecável, uma visão profissional incrível (quase todos querem virar o diretor de redação) e que acham que a função do jornalismo é simplesmente informar com precisão e rapidez e não transformar a sociedade."

Já o Zé Sérgio Rocha, a quem tive o prazer de conhecer pessoalmente, mas rapidamente, no carnaval carioca de 2008, nos presenteou com o perfil de Emmanuel de Bragança Macedo Soares. Emmanuel, segundo Zé Sérgio, é outro daqueles que praticam o desapego aos valores ditos "civilizados e modernos", mas nunca deixaram de fazer jornalismo maiúsculo. Com a palavra, Zé Sérgio, mais um que figura entre os grandes: "Ovelha negra assumida de um clã poderoso que mandou na política da Velha Província fluminense, ocupou ministérios de governos democráticos e ditatoriais e, de quebra, ainda teve nas mãos um jornal que fez história no Rio de Janeiro – o Diário Carioca –, Emmanuel teve sua primeira carteira assinada pela Última Hora do Samuel Wainer no ano de 1963. Tinha, então, 17 anos. O golpe militar que pipocou no ano seguinte, diz ele, 'foi uma merda para mim em todos os sentidos'. Não arranjava emprego em lugar nenhum fora do Diário Carioca, onde evitou até onde pôde trabalhar. Uns e outros achavam que ele não precisava, que era rico, ou então desconfiavam que fosse comunista, o que também não era verdade. 'Eu era esquerdista, mas não o suficiente para levar porrada do DOPS', confessa, sem tortura."

Ambos os textos citados aqui devem ser lidos, relidos e divulgados à exaustão. Demonstram um caminho que deveria ser retormado, em contraposição ao profissionalismo todo que vemos por aí. A salvação, para mim, é colocar Zé Sérgio, Emmanuel, Paulo Thiago e uma porrada de monstros sagrados da velha guarda dentro das faculdades, para ensinar que o jornalismo, assim como tudo na vida, deve ter alma (e talvez por isso os grandes veículos estejam agonizando). A todos esses mestres, deixo o tributo, adaptando aquele samba do Roberto Ribeiro:

"Hoje vamos prestar nossa homenagem
A que toda malandragem
Homenageia e respeita também
Aqueles que portando uma caneta
Um bloco e uma folha preta
Escreveram a sorte ou o azar de alguém
São eles velhos malandros maneiros
Que têm São Jorge guerreiro como fiel protetor
Mas ganhou leva,ganhou leva
Só vale o que está escrito
Lá não se leva no grito
Quem quis levar não prestou"

07 maio 2009

A lógica


Se há uma lógica que funcione no futebol, ela diz respeito à diferença entre times grandes e pequenos. A não ser em casos extremos em que o grande entra em campo soberbamente, as coisas fluem de forma natural e o pequeno sempre sai derrotado. Foi o que aconteceu nessa quarta-feira.


O Corinthians jogou de ressaca e isso deu pro gasto, novamente com show do Gordo (mais dois vale-puta). Até o primeiro gol, ele havia apenas tentado algumas firulas na frente da área e um chute de canhota que passou raspando. A diferença, no entanto, se viu quando ele resolveu jogar bola. O drible que originou o pênalti e a posterior cobrança humilhante beiram o sensacional.

Não é possível compreender, no entanto, que a ressaca do time tomasse conta da torcida. A eleição de quem foi eleito para tomar conta disso, porém, explica as novas prioridades daqueles que outrora "apavoravam o Brasil". Os antigos devem sentir um desgosto profundo de tudo isso... Mesmo assim, houve o protesto contra os R$30 que a diretoria vai cobrar pelas arquibancadas durante o Brasileirão. Tímido, diga-se, até porque ontem só havia sofás e zicas que provavelmente não estarão lá no próximo domingo, quando iniciamos mais uma guerra.

Já que foi citado, é dever cívico de todos os corinthianos criticar o aumento absurdo promovido pela diretoria. Óbvio que é uma manobra para forçar a adesão ao Fiel Torcedor. Só que o problema maior não é esse, mas sim uma provável postura de constantes reajustes, característica da elitização. O time do povo vai deixar seu povo na mão e fora do Templo Sagrado.

A Fiel Torcida precisa intensificar sua patrulha contra esse tipo de posicionamento excludente. Protestos devem ser organizados com urgência para que a corja imunda das salas ar-condicionadas do Parque São Jorge reveja esses preços. Quando aconteceram os primeiros aumentos no começo do ano, este blogue relevou porque eles visaram o bolso do torcedor esporádico das numeradas. São pessoas com maior poder aquisitivo (e quando eu digo maior poder aquisitivo não quero dizer ricos, mas sim gente que não ganha salário-mínimo para sustentar a família) e que podem muito bem aderir aos planos de fidelização oferecidos pelo clube.

Já o povão das arquibancadas, em menos de seis meses, tem que enfrentar o segundo reajuste nos ingressos, e sem nenhuma contrapartida. Não demora muito e iremos ao Pacaembu para "assistir" ao Corinthians no radinho das barracas de pernil. Opa, também não tem mais barraca de pernil...

"Doutor, eu não me engano. R$30 é roubar corinthiano!"

06 maio 2009

Altruísmo não é salvação particular


No fim do ano passado, o Brasil se comoveu com as terríveis enchentes que atingiram Santa Catarina. Ao ver cidades numa situação calamitosa e a principal via de transporte do Mercosul interrompida, o país se uniu numa imensa campanha solidária e enviou para a região todo o tipo de ajuda que se possa imaginar.

Em 2009, com o fim do verão, quem está passando por sofrimento semelhante é a região Norte. Piauí e Maranhão estão debaixo d’água há várias semanas e suas capitais estão isoladas do mundo. Repito: há um mês chove e há um mês esses Estados se encontram alagados. Por que raios não houve barulho semelhante de mídia e opinião pública, tal qual o que foi feito para os catarinenses?

Essa pergunta me incomoda já faz algum tempo e eu fiquei esperando o engajamento em nível nacional - que não aconteceu - antes de me manifestar, só para não ser chamado de amargo ou psicótico. Mas não é de se estranhar o comportamento desinteressado? A solidariedade, tal qual a mídia burocrática e golpista, só teria olhos ao sul? É fácil ajudar loirinho de olho claro, mas dói ter compaixão com indígenas, caboclos e mulatos? Numa comparação fria, são mais de 600 mil pessoas desabrigadas, contra 50 mil catarinenses. Isso não seria digno de uma mobilização ainda maior?

O altruísmo segregado do brasileiro, na verdade, demonstra que muita gente participa de ações beneficentes não pensando na ajuda pura e límpida, mas sim como uma forma de pagamento social de sua omissão em outras esferas, principalmente política. Quem não se lembra, por exemplo, do babaca do Luciano Huck fazendo escândalo depois de perder seu Rolex e bradando que “ele é um cidadão que paga seus impostos e ajuda entidades assistenciais”. Por conta disso, ele não deveria ser assaltado? O raciocínio vai meio por aí...

Fica explícito que a imagem do “Brasil Leblon” propagado pelas novelas, ou ainda a do “Brasil São Paulo Maravilha” disseminado pela Falha de S.Paulo, foram incorporados de tal forma que tornaram bastante natural o desdém com o Norte/Nordeste. Assim como não suportam um pernambucano operário na presidência, nem flagelados do sertão tendo a oportunidade de comer com o Bolsa-Família, os brasileiros modernos, civilizados e quase-europeus ignoram dilúvios entre o Trópico de Capricórnio e a linha do Equador. A catarse Criança Esperança já basta para massagear a culpa burguesa e salvar a todos no juízo final.

Amém.

05 maio 2009

Hora da Patrulha


Este post é sucinto, até porque o vídeo abaixo vale por mil palavras. E a cereja do bolo é a frase que vem em seguida. Tanto o vídeo quanto a citação descrevem muito bem o que há por trás dos panos das administrações paulista e paulistana.

Com vocês, José Serra:




E agora, Soninha Francine, em seu
blogue:

"O Serra é de esquerda. Tem horror à doutrina neoliberal"

Sorria, São Paulo!

04 maio 2009

Jogo das Barricas - edição 2009 confirmada!


*** Atualizando os dados: o Jogo das Barricas acontece no dia 16 de maio, a partir das 12h30. Quem estiver interessado em participar, envie um e-mail para cramone99@gmail.com que eu passo o endereço e demais coordenadas. ***

Em 13 de dezembro de 2008, blogueiros corinthianos e palmeirenses se juntaram para relembrar uma data nada louvável de suas histórias. Eram marcados 70 anos do Jogo das Barricas, famosa peleja entre Corinthians e palestra que serviu para dar sobrevida a um recém e já falido clube de futebol, hoje em dia um biltre que vive a se postar tal qual menino mimado.

Foi uma manifestação louvável, que merecia um grande número de participantes. Porém, por conta da data pouco acessível, da relativa pressa de realização, da parca divulgação e vai saber mais o quê, contamos com duas dezenas de pessoas. Não vem ao caso dizer - mas eu digo - que a agremiação alvinegra bateu os gaetaninhos pelo largo placar de 13 a 11, como pode ser visto neste relato. Além do bom papo ao final da partida e de muita cerveja, ficou firmado um pacto ali: o Jogo das Barricas, a partir de então, seria realizado anualmente como forma de protesto ao protecionismo leonor da mídia, do poder público e do senso comum.

Eis, digníssimos visitantes deste humilde blogue, que é hora de esquentar os tamborins. A 2ª edição do Jogo das Barricas acontece no próximo dia 16 de maio. O rival e amigo Ademir deu o pontapé inicial para as atividades e trouxe uma novidade. A partida terá troféu para o vencedor, e nós, corinthianos, receberemos também um outro troféu referente à primeira edição. Ao final do quebra-canelas, muita cerveja e muito churrasco.

Conto desde já com a participação em massa da família corinthiana, se não para jogar, ao menos para torcer e prestigiar esse ato imprescindível. Aos blogueiros alvinegros, por favor reproduzam o texto ou criem outro, a fim de passar a informação para frente.

Claro, teremos também o caráter beneficente do troço. Corrigindo o erro de nossos antepassados, iremos coletar doações em moedas miúdas, e elas serão despejadas à porta do CT dos orlandos soberanos. É para ajudá-los a saldar dívida monstruosa - a maior entre os clubes paulistas - com o INSS.


Para confirmar sua presença e receber as coordenadas sobre horário e endereço, mande um e-mail para mim, no cramone99@gmail.com . Novamente, é de extrema importância o comparecimento de gente em quantidades oceânicas. Gente do povo e com alma. E nem será preciso apelar ao programinha babaca da emissora do Casares para mostrar que os rivais conseguem suportar-se no mesmo ambiente.

Fazendo história



Parabéns a todos nós, família corinthiana. O Corinthians levou para casa o seu 26º título paulista, de forma invicta. Para quem não entendeu ou ainda está anestesiado como eu, fizemos parte da história, meus caros. Imaginem vocês que, daqui 40 anos, estaremos todos velhos, rabugentos e lembrando aquela fantástica tarde no Templo Sagrado.

Há ainda outro fator de importância histórica: há 55 anos o Corinthians não erguia uma taça no Pacaembu - a última foi do fantástico campeonato do IV Centenário. Tenho certeza que todos os nossos heróis do passado estavam lá (alô, Mandioca!), olhando pelos guerreiros atuais. E como disse o Filipe, aquele fogo na hora em que o capitão levantava o caneco só deve ter sido "arte" de Neco, ao ver uma festa tão comportada e cheia de frescura promovida pela FPF.


Não podemos, porém, deixar de falar sobre dois pontos negativos. O primeiro, sem dúvidas, diz respeito aos ingressos. A cagada começou logo na venda, por conta de uma comercialização via internet bastante desorganizada. Depois, tivemos as bilheterias empanturradas e os esquemas com cambistas. Por fim, já na hora do jogo, uma quantidade incrível de "ingressos falsos", muitos deles (alegam seus portadores) comprados em postos oficiais. Não duvido que tenham emitido alguns lotes aos cambistas para forçar uma situação tal que obriga a adesão ao Fiel Torcedor - o tampão mesmo deu o recado semana passada. O segundo ponto é a presença dos torcedores de final que, conforme profetizou o Janeiro, irão voltar com a corda toda nesse Brasileirão, e eu digo que de maneira muito pior que em 2005. Haja paciência para tanta zica.

De toda forma, sabemos aqui quem é quem. Nós, desde a arquibancada, estamos comemorando demais, mesmo que silenciosamente atrás da mesa no trabalho. O grito corinthiano ainda vai ecoar por muito tempo no ouvido dos anticorinthianos. Escutem aí: CORINTHIANS CAMPEÃO INVICTO!!!!!

A abutraiada é outra que vai ter de nos agüentar e engolir a seco que o Coringão não se alimenta mais de crise inventada. Talvez por isso deve ter ficado putinha e resolveu atrapalhar a comemoração do Gordo. Depois de terem ressucitado playboy iraniano, "descoberto" camisa de campeão invicto antecipado e falado bobagens absurdas sobre o Pacaembu na tentativa desesperada de defender o panetone, estão vendo a cidade em preto e branco.

Mas isso é café pequeno. O importante é a consolidação de nossa volta por cima e nossa hegemonia no Paulistão. Lembre-se, Fiel, que ano passado tínhamos uma dor insuportável na alma. O tempo passou e as coisas foram colocadas no seu devido lugar. Domingão foi, definitivamente, um dia de Corinthians minha vida, minha história e meu amor. Eternamente em nossos corações.

AQUI É CORINTHIANS!

01 maio 2009

A hora da verdade

Chegou a hora, corinthiano. Estamos a poucos dias do jogo mais importante do Corinthians desde muito tempo. Se há alguns anos fomos vítimas de uma corja que nos usurpou e fez com que a Fiel passasse por apuros, agora a volta por cima se consolida. Torna-se comum novamente disputarmos um título, e é o Paulistão. Os ignóbeis desdenham, mas é despeito motivado pela nossa hegemonia nessa porra, desde 1914 (e essa semana eu tive que ler por aí que o Coringão começou a ganhar títulos recentemente...).

Na partida de domingo, é preciso fazer tudo que faltou no confronto de quarta-feira passada, cuja despretensão foi vergonhosa e nada digna de nossa usual postura. Das arquibancadas, que a soberba também atípica não se faça presente. É para cantar e empurrar o time durante os 90 minutos. Mentalizar cada ídolo, cada luta e cada glória dessa quase centenária história.

Os nervos já estão meio fora de controle e acredito que irei beber exponencialmente até domingo. Ficar bêbado é a solução para o tempo passar mais rápido. Que São Jorge nos guie e que o ímpeto vencedor daquele que nos deixou há 15 anos ilumine e inspire nossos guerreiros no gramado. A hora é agora!

Abaixo, os vídeos decisivos. O primeiro traz um empate com sabor de vitória, por conta da obra-prima de Marcelinho. O segundo mostra o fim de um tabu, que não era tabu (vejam que a atuação anticorinthiana da abutraiada não é de hoje). O blogue só volta na segunda.

VAI CORINTHIANS!!!!





30 abril 2009

Faturando


Vendendo ainda mais este espaço em troca de absolutamente nada, eis ali na barra da esquerda a propaganda sobre a qual me referi aqui. No final das contas, é dinheiro pro Coringão.

Em breve coloco aqui o código para uma animação em flash que estão preparando, muito mais bonita que a imagem estática. Quem quiser copiar e tacar nos blogs alvinegros, à vontade. A pré-venda acaba no dia 07 de maio, e eu vou tentar ir nesse treino e falar para todos os fiéis leitores o que se passou. Talvez em tempo real...

Será que o Inho publica minha foto agora?


-------------------------------------------

Sobre o jogo de ontem, nada há para ser falado, a não ser que quarta-feira tem volta. O Gordo não machucou, o Corinthians mostrou poder de reação em campo e o aviso foi dado: se não jogar bola, não ganha porra nenhuma.

Concentração total a partir de hoje. VAI CORINTHIANS!!!

29 abril 2009

Preparando as trincheiras


Só para mostrar que as dificuldades do Corinthians nas decisões vão além dos 11 adversários, eis alguns fatos do dia de hoje:

- Sálvio Espínola apita domingo. Para quem tem memória curta, foi ele quem deu o último gol em impedimento para os leonores e fez aquela babaquice com o jogador verde. Quem quiser procurar mais cagadas, fique à vontade, levando sempre em conta que o canalha é massa de manobra para que a diretoria bambi determine quem apita jogos no Panetone.

- A venda de ingressos para a final foi novamente marcada pela péssima organização e incapacidade da BWA, além de contar com os tradicionais esquemas escusos entre gente de dentro do Parque São Jorge, bilheteiros e cambistas. Esses problemas, porém, passam quase batidos pelos carniceiros, que preferem jogar a culpa da "baderna" e da "confusão" nos torcedores que madrugaram nas filas.

- Assim como na semifinal, os abutres colocam o adversário como se ele é quem tivesse ganho o jogo. Apesar do auê todo por conta do "e que golaço, e que golaço, e que golaço" (apud José Silvério) do Gordo, elevam o time médio de modo desproporcional. Ao mesmo tempo, pululam matérias dizendo que o Pacaembu não condiz com a grandeza da decisão. O amontoado de laje na baixada, oquei? E a maravilhosa obra do poder público e seu muro idem?

- Presidente Lula: você é o cara, mas fica de boa e pára de zicar...

- Hoje é administrar. Não caiam na besteira de criar pressão sobre o jogo contra a brisinha do Paraná, porque basta um empate.

VAI CORINTHIANS!

P.S.: ontem eu peguei na mão algo que, daqui uns dez anos, valerá milhares de reais. Em breve eu conto...

28 abril 2009

Post merchand

Fala negada. Vocês já devem ter lido aqui que eu passei para o outro lado da força há algum tempo e virei marketeiro. Portanto, segue um post merchand de outra ação que a gente está fazendo na Centauro e que interessa toda a família corinthiana. A loja oficial do Corinthians tem ação idêntica, já que isso foi uma parceria entre a Nike e seus principais compradores. Porém, acredito que a chance de garantir uma boquinha com a nossa iniciativa é maior porque ela é mais pulverizada.


** A pré-venda da nova camisa do Timão já está disponível no site da Centauro e conta com uma promoção imperdível. Os primeiros 1.500 clientes que adquirirem o manto do Coringão levam um par de convites para o treino exclusivo que acontece no dia 09 de maio, no Estádio do Pacaembu, antes da estréia do time no Brasileirão.

Os valores das novas camisas variam de R$ 149,90 a R$ 199,90 e podem ser parcelados em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito.

Para mais informações, visite:
http://centauromagazine.com.br/view_noticia.asp?id=8910 **

Para quem tem a grana sobrando, fica aí a dica.

Hora da Patrulha


Se tem alguma coisa que a gestão demo-tucana fez de bom (provavelmente a única) em São Paulo, ela é a Virada Cultural. Apesar de algumas críticas bastante pertinentes no que diz respeito à exclusão social gritante durante o evento - quem não se lembra do show dos Racionais? -, os pontos positivos sempre se sobrepõem e não dá para ficar muito do contra. Ou não dava.

Peguem a programação deste ano. Apesar de boas iniciativas, como o palco brega no Largo do Arouche (e quem quiser me encontrar entre o sábado e o domingo de manhã é só passar por lá), notei a total ausência de um destaque maior para o samba. Talvez por ser coisa do povo, a prefeitura ignorou a beleza do palco armado no mesmo Arouche ano passado e, neste 2009, deixou o batuque nosso de cada dia pingado aqui e acolá, entre palcos de música eletrônica e apresentações de pop descartável.

Com essas constatações, podemos procurar os motivos de, mais uma vez, o poder consolidado não dar ao samba o devido valor. O linchamento aos vendedores ambulantes de cerveja, pernil e churrasquinho nas ruas é um fato interessante para iniciarmos a linha de pensamento. Aliás, perguntar não ofende: teremos vendendores durante a Virada?

Tal comportamento da administração municipal denuncia que o caráter proibitivo disseminado em várias esferas começa a arrastar suas asinhas sobre um setor que deveria permanecer imaculado. Pode soar paranóico, mas o procedimento corriqueiro de manipulação coletiva é exatamente esse. Qual avó não adorava cantarolar o hino de exaltação à ditadura gravado pela dupla Don e Ravel? Quem não se encantou com o "Varre, varre, vassourinha" do Jânio? Quem, por Deus do céu, já não se pegou cantarolando "o sol nasceu pra todos e também para você" ou "São Paulo é Paulo porque Paulo é trabalhador"? O autoritarismo se disfarça de entretenimento, penetrando fortemente no ideário popular. E se música e arte têm essa capacidade, é melhor deixar o samba morrer, pois ele geralmente não age em prol dos bandalhos...

Se, ainda assim, há quem considere este texto mais uma teoria conspiratória das esquerdas, lembro a apropriação indébita
por parte dos demos do clássico "Sorria, sorria", de Evaldo Braga. A canção serviu de jingle na corrida eleitoral de 2008 e foi adaptada aqui para finalizar todas as nossas Hora da Patrulha, como uma saudação ao povo inteligente e civilizado da capital paulista.

No meio desse papo todo de música, prefeitura, campanha e político safado, puxei pela memória uma promessa do nosso generalzinho Kassab. Na propaganda, o solteiro e sem filhos determinava que teríamos o CEU Vila Formosa funcionando em fevereiro. Já estamos em maio. Por que será que não tem UMA atividade sequer da Virada Cultural nas dependências do recém-inaugurado CEU?

Sorria, São Paulo!